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AutoConhecimento

Página atualizada em 07/06/2017

O que é Metáfora e Metonímia ?

Metáfora e metonímia são duas figuras de linguagem, mais concretamente, constituem figuras de palavras.

A metáfora é uma figura de linguagem que indica duas características semânticas comuns entre dois conceitos ou ideias. A metáfora é importantíssima na comunicação humana. Seria praticamente impossível falar e pensar sem recorrer à metafóra. Uma pesquisa recente demonstra que durante uma conversa o ser humano usa em média 4 metáforas por minuto. Ex: A lua é uma bola de queijo. Neste caso, a lua é caracterizada como uma bola de queijo porque tem crateras, assim como alguns queijos. Os buracos são então o traço semântico comum entre os dois.

A metonímia, também uma figura de palavra, está relacionada com uma relação de continguidade/proximidade entre duas ideias ou conceitos. Ex: Ele bebeu o copo inteiro. Neste caso, a pessoa não bebe o copo, e sim o que estava dentro do copo.

A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Observe os exemplos abaixo:

1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)

2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)

3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)

4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)

5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Sócrates tomou veneno.)

6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo.)

7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)

8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressadamente.)

10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse mundo.)

11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não apenas uma mulher.)

12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca danone.)

13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)

14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)

Extraído de: https://www.significados.com.br/metafora-e-metonimia/ e http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil3.php

Uns amigos liam o livro de Malaquias onde encontraram um versículo que diz: “E Ele se sentará como fundidor e purificador de prata”. Este verso intrigou-os de maneira profunda sobre o que poderia significar esta afirmação relativa ao caráter e a natureza de Deus. Um deles se ofereceu para investigar o processo da purificação da prata.

Naquela semana telefonou para um ourives e marcou um encontro para ver seu trabalho. Não lhe mencionou detalhes sobre a verdadeira razão de sua visita, simplesmente disse que tinha curiosidade sobre a purificação da prata.

Enquanto observava o ourives sustentar uma peça de prata sobre o fogo deixando-a esquentar intensamente, este lhe explicava que, para refinar a prata, devia sustentá-la no meio do fogo onde as chamas ardem com mais força, para assim retirar as impurezas.

Nesse momento, o visitante imaginou Deus nos sustentando num lugar assim quente. Então lembrou uma vez mais o versículo: “E Ele se sentará como fundidor e purificador da prata”. Perguntou ao ourives se era necessário que ele permanecesse sentado em frente ao fogo durante todo o tempo que a prata era refinada.O homem respondeu: “Sim. Não só devo estar aqui sentado sustentando a prata, como também devo manter meus olhos fixos nela durante o tempo que está no fogo. Se a prata fosse deixada um instante mais do que o necessário, seria destruída”.

O observador se manteve em silêncio por um momento e logo perguntou:

– Como sabe quando ela já está completamente refinada?

Ele sorriu e respondeu-lhe: -Ah, muito simples, quando posso ver minha imagem refletida nela.

Autor Desconhecido

Metáfora para cura acelerada por Robert W. Fletcher

As metáforas terapêuticas podem ser, muitas vezes, usadas juntas com o tratamento médico convencional para acelerar o processo de cura. O que segue é uma metáfora que eu, algumas vezes, usei com muito sucesso. A história se inspirou numa experiência que eu tive quando rapaz, num navio que se dirigia para o sul do Pacífico, durante a Guerra da Coréia.

Muitos anos atrás, um dos meus assistentes veio à minha sala, por volta da 1:30 da tarde, muito agitado. Parecendo muito perturbado, ele pediu para sair mais cedo. Sua irmã de 21 anos tinha se envolvido num acidente de carro e tinha sido levada para o hospital numa condição crítica. Ela teve lacerações na pele, duas costelas quebradas, um pulmão perfurado e consideráveis contusões. Ele sabia que eu havia assistido, no último fim de semana, ao seminário sobre Metáforas Terapêuticas com Tom Best e me perguntou se não existia alguma coisa que eu pudesse fazer para ajudá-lo.

Eu disse, "Me fale sobre a sua irmã." Ele disse que ela trabalhava como modelo numa loja de roupas e que adorava esquiar e velejar. Eu criei uma metáfora (a seguir) que nós rapidamente anotamos numa folha. Ele foi para o hospital e lhe contou a metáfora enquanto ela estava deitada na sala de emergência. Naquele momento ela estava apenas semiconsciente.

*********************

Uma vez, eu fiz uma viagem num grande navio de São Francisco para o Japão, via Honolulu no Havaí. Três dias depois da partida, em pleno oceano, o barco se deparou com uma tempestade que logo se transformou num tremendo tufão. O capitão, a princípio, pensou que ele podia enfrentar a tempestade, mas logo descobriu que o melhor que podia fazer era tentar escapar dela. Quando tentou desviar o navio da tempestade, o navio foi atingido por uma parede de água que quase o fez virar. A parte de trás do navio foi erguida para fora da água e desceu com tanta força que entortou o eixo de aço inoxidável da hélice. A sacudida na carga provocou um furo na lateral do navio, num dos porões de carga, inundando o compartimento e enfraquecendo o casco em diversos lugares.

O Capitão que pensava rápido, imediatamente convocou uma reunião de todos os chefes das equipes (inclusive, mas não limitado ao Chefe Engenheiro, Chefe Encanador e das Caldeiras, Chefe da Manutenção, Chefe da Limpeza, Chefe da Nutrição e Saúde, bem como do seu Navegador e do responsável pelo Radar). Ele falou a todos sobre o perigo imediato que o navio corria e sobre a força da tempestade. Então, deu as seguintes instruções:

"Chefe Engenheiro, faça a sua equipe parar o motor #1 ou todo o navio vai vibrar. Verifique e aperte todos os mancais, verifique e lubrifique todas as graxeiras, e tenha certeza de que todas as partes móveis sejam mantidas lubrificadas durante a tempestade. Aperte todas as conexões, e fique atento para as tensões, superaquecimentos e defeitos. Estabeleça vigia 24 horas por dia em todos os sistemas".

"Chefe Encanador e das Caldeiras, faça a sua equipe verificar todas as válvulas, apertar todas as conexões, trocar qualquer cano rachado ou frouxo, e estabeleça um turno de 24 horas para vigiar todas os indicadores de pressão e válvulas. Mantenha todas as pressões dentro dos limites indicados".

"Chefe da Manutenção, estabeleça uma equipe especial para reparos. Vá até o compartimento invadido e com o equipamento de mergulho solde o buraco no casco. Use qualquer material ou equipamento que você necessitar da sala de suprimentos para reforçar a estrutura e tornar o navio seguro de novo. Depois bombeie toda a água do compartimento inundado. Designe equipes de prontidão para ter certeza de que os reparos sejam mantidos durante a tempestade".

"Chefe da Limpeza, envie uma equipe para o porão atingido tão logo ele esteja seguro e limpe os entulhos. Limpe com muita água e deixe tudo seco. Acelere a limpeza normal de todos os compartimentos, esvaziando, diversas vezes ao dia, os contêineres de lixo dos passageiros. Tenha certeza de que nada é deixado no navio que possa contaminar ou fazer os passageiros ficarem doentes".

"Chefe da Nutrição e Saúde, mude a dieta, tanto da tripulação como dos passageiros, para uma que seja mais condizente com a energia necessária para manter a saúde durante o restante da tempestade. Nós não podemos deixar os passageiros ficarem doentes e, evidente, a tripulação deve ser mantida com boa saúde".

"Chefe de Navegação, assinale um novo curso que irá nos afastar dessa tempestade tão rápido quanto possível com os menores danos possíveis".

"Chefe do Radar, faça uma varredura no oceano e na linha costeira a procura de rochas, outros navios ou qualquer outra coisa que possa se intrometer no caminho do navio e retardar a sua chegada a um porto seguro".

Como resultado da decisão rápida do Capitão e das ações que foram tomadas pelos chefes das equipes, o navio foi capaz de se afastar rapidamente da tempestade, fazer os reparos finais no porto de Honolulu e continuar a sua jornada para o Japão. Todos os passageiros estavam seguros e foram capazes não apenas de sobreviver a essa aventura, mas também se divertiram bastante no resto da viagem.

******************

O acidente ocorreu na tarde de terça-feira. Na manhã seguinte, o buraco no pulmão dela estava completamente fechado. Eles lhe deram alta do hospital na quinta-feira e, na segunda-feira seguinte, ela já estava de volta ao seu trabalho de modelo.
...

http://golfinho.com.br/artigo/metafora-para-cura-acelerada.htm

Treinamento de Golfinhos
Por Robert Dilts

A seguinte história/parábola mostra alguns possíveis parâmetros de um novo paradigma de liderança e gerenciamento, conforme delineado neste livro.

O antropologista Gregory Bateson levou muitos anos estudando os padrões de comunicação entre golfinhos e botos. Ele relata que, a fim de complementar estudos científicos, o centro de pesquisa ao qual ele pertencia, muitas vezes colocava esses animais em shows ao vivo – frequentemente até três vezes ao dia. Os pesquisadores decidiram demonstrar ao público o processo pelo qual treinavam golfinhos para realizar um truque.

Um golfinho era levado de um tanque de permanência para um tanque de apresentação, perante o público espectador. O treinador esperava até que o golfinho tivesse algum comportamento diferente (i.e., diferente para os humanos) – digamos, levantar a cabeça fora da água de uma certa maneira. O treinador então soprava um apito e dava ao golfinho um peixe. O treinador então esperaria até que o golfinho eventualmente repetisse o comportamento, apita de novo e lhe dá um peixe. O golfinho aprende logo o que fazer para obter o peixe, e levanta a cabeça várias vezes, dando uma demonstração do sucesso de sua capacidade de aprender.

Algumas horas depois, no entanto, o golfinho é levado de volta ao tanque de exibição, para um segundo show. Naturalmente, ele começou levantando a cabeça fora da água, como fez no primeiro show, e esperou pelo apito e pelo peixe. O treinador não queria que ele fizesse o mesmo truque anterior, mas demonstrasse ao público que ele aprendera um novo. Depois de gastar quase dois terços do período do show repetindo a velha proeza muitas vezes, o golfinho, frustrado, bate sua cauda contra o treinador, para demonstrar seu desgosto. O treinador, imediatamente, sopra o apito e atira-lhe um peixe. O golfinho, entre confuso e surpreso, cuidadosamente bate novamente a cauda e, mais uma vez, ganha o apito e o peixe. Logo ele começa a bater sua cauda alegremente, demonstrando com sucesso sua capacidade de aprender, e é levado de volta para o tanque de permanência.

Na terceira sessão, após ser conduzido ao tanque de exibição, o golfinho começa duvidosamente a bater a cauda, como havia aprendido na sessão anterior. Mas como o treinador quer que ele aprenda algo novo, não lhe dá nenhuma recompensa. Mais uma vez, durante dois terços da sessão de treinamento, o golfinho repete continuamente o ato de levantar a cabeça fora da água e bater com a cauda, demonstrando crescente frustração até que, finalmente, exasperado, ele faz algo diferente, tal como girar em torno de si mesmo. O treinador, imediatamente, toca o apito e dá-lhe um peixe. Depois de algum tempo, ele aprendeu com sucesso a girar em torno de si próprio e é conduzido de volta ao seu tanque de permanência.

Durante catorze shows, o golfinho repete esse padrão – os primeiros dois terços do show gasto em repetições fúteis do comportamento que fora reforçado no show anterior, até que, aparentemente por "acidente", ele tem um comportamento novo e é capaz de completar a demonstração de treinamento com sucesso.

Em cada show, o golfinho fica cada vez mais perturbado e frustrado por ser "errado", e o treinador acha necessário mudar as regras do contexto de treinamento: periodicamente dá-lhe um "peixe sem merecimento", a fim de preservar sua relação com o golfinho. Se o golfinho ficar muito frustrado com o treinador, ele se recusa a cooperar, o que causa um atraso severo à pesquisa e aos shows.

Finalmente, entre a décima - quarta e a décima - quinta sessão, o golfinho parece ficar quase selvagem de excitação, como se tivesse descoberto uma mina de ouro. E quando ele é levado para o tanque de exibição para o décimo - quinto show, apresenta um desempenho elaborado, incluindo muitos comportamentos totalmente originais. Um deles chegou a exibir oito comportamentos que nunca tinham sido observados nessa espécie.

Elementos Básicos envolvidos no Treinamento de Golfinhos

Os elementos importantes da história são:

1. O golfinho teve que aprender uma série de comportamentos em oposição a um comportamento em particular.

2. As peculiaridades do comportamento foram determinadas pelo golfinho, não pelo treinador. No entanto, a tarefa principal do treinador era administrar o contexto de tal forma a provocar novo comportamento do golfinho.

3. O problema de aprendizagem tinha um contexto específico (o tanque de exibição).

4. O apito não era um estímulo específico para provocar uma reação específica, mas, antes, uma mensagem ao golfinho sobre algo que ele já havia feito.

5. O peixe dado ao golfinho era menos um reforço de um comportamento em particular realizado pelo golfinho, do que uma mensagem sobre seu relacionamento com o treinador. O peixe é uma meta mensagem.

6. Se o treinador não estivesse sensível à relação e não tomasse atitudes para preservá-la, a experiência poderia ter sido um fracasso.

7. De modo diferente de Pavlov, Skinner ou um programador de computador, ambos, o golfinho e o treinador foram observados pelo público. De fato, a capacidade de agradar ao público é que define a finalidade de todo o contexto do treinamento.

De acordo com Bateson, os estímulos usados nessas experiências de aprendizado não são tanto disparadores para os reflexos, mas marcadores de contexto para dar ao animal um indício de como interpretar o contexto – uma espécie de meta mensagem. A combinação apito-peixe forma um marcador de contexto que diz: "Repita o comportamento que você teve agora." O tanque de exibição é um marcador de contexto que abrange o contexto do apito–peixe e diz: "Faça algo diferente daquilo que você fez nos shows anteriores". O relacionamento com o treinador, conforme aponta Bateson, é o contexto do contexto do contexto. Isto é, o relacionamento com o treinador é um contexto que abrange os dois outros contextos. O relacionamento com o treinador abrange o tanque de permanência, o tanque de exibição, o apito e o peixe. E o contexto definido pela responsabilidade implícita do treinador diante do público influencia seu relacionamento com o golfinho.

Do livro: Visionary Leadership Skills - Amazon Books (link is external) - Robert B. Dilts

http://golfinho.com.br/artigo/treinamento-de-golfinhos.htm

As Lições do Bambu

Depois de uma grande tempestade, um rapazinho que estava a passar férias em casa do seu avô, chamou-o, da varanda, e disse:

-Vovô, vem cá depressa! Explica-me porque motivo é que o tronco desta árvore tão frondosa e tão grande, que precisava de quatro homens para a abraçar, se partiu, caiu com o vento e com a chuva, e… este bambu tão fraco continua de pé!

-Olha, meu filho, este bambu permanece de pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. Aquela grande árvore quis enfrentar o vento. O bambu ensina-nos sete verdades. Se tiveres a grandeza e a humildade dele, vais experimentar o triunfo da paz no teu coração.

E o bom do velhinho prosseguiu a sua lição ao seu querido netinho interessado em aprender:

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, diante das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele que é o único princípio da paz, que é o Senhor.

A segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima, tem também para baixo. Tu precisas de aprofundar, em cada dia, as tuas raízes em Deus, nas tuas orações.

A terceira verdade: Tu já viste um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre bem agarrados uns aos outros, de tal forma que de longe parecem uma única árvore, parecem uma família… Às vezes tentamos arrancar um bambu lá da moita que eles formam. Tentamos cortar e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos para, desse modo, se protegerem dos predadores.

A quarta verdade que o bando de bambus nos ensina é não criar galhos. Como a sua meta é o alto e vive em moita, em comunidade, o bambu não quer criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida a tentar proteger os nossos galhos, coisas insignificantes a que damos um valor inestimável. Filho, para ganhar é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu está cheio de “NÓS”, e não de “EUS”. Como ele é oco sabe que, se crescesse sem nós, seria mais fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos, são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam por ser uma força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são os nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles e simplesmente passar por eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos enche, que nos rouba o tempo, que nos tira a paz, que ocupa os nossos pensamentos, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser ocupado pela luz do Espírito santo.

Por fim, a sétima verdade que o bambu nos dá é exatamente o título de um livro: “Ele só cresce para o alto“. Ele busca as coisas do Alto. Esse é o seu destino. Essa é a sua meta.

Sejamos como o bambu: ele verga mas… não quebra.

(Padre Léo, do livro “Buscando as coisas do Alto”)

Pense que o Conhecimento Divino, a Divina Pureza, a Felicidade Perfeita, procuram um canal de expressão, devendo fluir para você no momento em que estiver pronto. Como a jarra de água está imersa no oceano, assim você está imerso em Deus e Ele em você.

Swami Satprakashananda

Assim como os raios vitais do sol tudo vivificam,
assim deve você também espalhar raios de esperança
nos corações dos pobres e esquecidos,
despertar a coragem nos corações dos desesperados
e dar novo ânimo aos corações daqueles que se julgam vencidos.

Paramahansa Yogananda

A Raiva está dentro de Você

Um dos maiores mestres zen, Lin Chi, costumava dizer: "Quando eu era jovem, adorava andar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho num lago. Eu ficava ali durante horas.

"Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida. Então um outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu. Meus olhos estavam fechados, então eu pensei. 'Alguém bateu o barco no meu'. Enchi-me de raiva.

"Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco estava vazio! Então não havia onde descarregar a minha raiva. Em quem eu iria extravasá-la? O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Então não havia nada a fazer. Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio."

Então Lin Chi continuou: "Eu fechei os olhos. A raiva estava ali. Mas não sabia como extravasar. Eu fechei os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva. E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta. Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa. Esse barco vazio foi meu mestre. E, se agora alguém vem me insultar, eu rio e digo: 'Esse barco também está vazio'. Fecho os olhos e mergulho dentro de mim".

Auto Desconhecido

A Essência de Tudo

Um dos monges do mestre Gasan visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, ele perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a Bíblia Cristã.

"Não," Gasan replicou, "Por favor leia algo dela para mim."

O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os lírios no campo, ele parou.

Mestre Gasan ficou em silêncio por muito tempo.
"Sim," ele finalmente disse, "Quem quer que proferiu estas palavras é um ser iluminado. O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho estado tentando ensinar a vocês aqui."

Auto Desconhecido

O CESTO E A ÁGUA

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.

O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.

O mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.

O mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpos diante de Deus.

Auto Desconhecido

Natal

Terminando de armar a árvore de Natal num domingo à noite, eu disse a meus dois filhos que era hora de dormir. Justin pediu para ficarem mais um minutinho, pois seria muito gostoso a família reunida ficar admirando a árvore.

Embora fosse tarde, resolvi conceder o minutinho que ele queria. Falei que era uma boa ideia e sugeri tomarmos um licor de ovos e fazermos um "brinde" de boas vindas ao Natal. Ele ficou tão excitado que correu à cozinha para pegar o licor de ovos. Tirei do armário meus melhores copos de cristal e ele serviu o licor. Levei os copos para a mesinha de chá sob a árvore e chamei meu filho mais velho, que tinha saído da sala.

Já sentada sob a árvore, tornei a chamar o Justin. Por alguma razão, ele não tinha voltado à sala depois de servir o licor de ovos. Justin respondeu:

- Já vou, mãe, o brinde está quase pronto.

Ele estava na cozinha fazendo um brinde! Meu marido e eu mal conseguimos conter uma gargalhada quando Justin apareceu na porta da cozinha com um prato contendo uma fatia de torrada cortada em quatro pedaços, exclamando:

- Pronto! Já tem brinde de Natal para todos nós!

Ficamos sentados admirando a árvore, tomando licor de ovos e comendo o pedacinho de torrada. Justin ainda não sabia o que significava "fazer um brinde" e estava muito orgulhoso de seu feito. Recordar a expresão em seu rostinho naquela noite ainda me traz lágrimas aos olhos. Ele estava tão feliz que não insisti em que fossem imediatamente para a cama, como eu faria normalmente. Aprendi que às vezes, quando se dá um minuto, ganha-se muito mais.

Bibliografia :
Você não está só – Histórias de amor e coragem
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Barry Spilchuck
Ediouro

Mente em Movimento

Dois homens estavam discutindo sobre uma flâmula que tremulava ao vento:
"É o vento que realmente está se movendo!" declarou o primeiro.
"Não, obviamente é a flâmula que se move!" contestou o segundo.
Um mestre Zen, que por acaso passava perto, ouviu a discussão e os interrompeu dizendo:
"Nem a flâmula nem o vento estão se movendo," disse, "É a MENTE que se move."

Conto Zen

Um Pensador Indiano

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
- questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça.
- retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa? O fato é que quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Autor Desconhecido

VOCÊ FICARIA EM PÉ?

Esta é uma história verdadeira que aconteceu há alguns anos, na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto.

Sempre sua meta principal era tomar um semestre inteiro para provar que DEUS não existe.

Os estudantes sempre tinham medo de argüi-lo por causa da sua lógica impecável.

Por 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo, embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam.

No final de todo semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à sua classe de 300 alunos:

- Se há alguém aqui que ainda acredita em Deus, que fique em pé!

Em 20 anos ninguém ousou levantar-se.

Sabiam o que o professor faria em seguida. Diria :

- Porque qualquer um que acredita em Deus é um tolo! Se Deus existe impediria que este giz caísse ao chão e se quebrasse.

Esta simples questão provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso!

E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços.

E todos os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a DEMONSTRAÇÃO.

A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir. Certamente, havia alguns cristãos mas, todos tiveram muito medo de ficar em pé.

Bem... há alguns anos chegou a vez de um jovem cristão que tinha ouvido sobre a fama daquele professor. O jovem estava com medo, mas, por 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs, pedindo que tivesse coragem de se levantar, não Importando o que o professor dissesse ou o que a classe pensasse.

Nada do que dissessem abalaria sua fé... ao menos era seu desejo.

Finalmente o dia chegou.

O professor disse:

- Se há alguém aqui que ainda acredita em Deus, que fique em pé!

O professor e os 300 alunos viram, atônitos, o rapaz levantar-se no fundo da sala.

O professor gritou:

- Você é um TOLO!!! Se Deus existe impedirá que este giz caia ao chão e se quebre!

E começou a erguer o braço, quando o giz escorregou entre seus dedos, deslizou pela camisa, por uma das pernas da calça, correu sobre o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou, sem se quebrar.

O queixo do professor caiu enquanto seu olhar, assustado, seguia o giz.

Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça... encarou o jovem e... saiu apressadamente da sala. O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, por meia hora, compartilhou sua fé em Deus.

Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente, sobre o amor de Deus por todos ...

Autor Desconhecido

A Paciência de Atisha

Atisha, um grande mestre tibetano, tinha um empregado que era muito desagradável. Estava sempre muito mal disposto, resmungava com tudo e arranjava problemas com todas as pessoas do mosteiro. Além disso, era muito malcriado com o mestre.

Indignados com a sua atitude os discípulos imploravam ao mestre que o mandasse embora, que o substituiriam no seu trabalho. Então Atisha respondia:

- E sem ele como é que vou treinar a minha paciência?

Consta que ao fim de uns anos, tratado carinhosamente por Atisha, o empregado se converteu.

Agora quando alguma coisa me irrita ou alguém me aborrece lembro-me desta história e agradeço a "este empregado" que me permite desenvolver a paciência.

Histórias Budistas

"Por que não ser como a flor, que exala perfume mesmo quando esmagada com a mão? "

Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem

Lei do Caminhão de Lixo

Um dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto.
Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.
Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!
Tenha um dia abençoado, livre de lixo !

Autor Desconhecido

Dupla Percepção
Dupla Percepção
Você diz que é um sapo e eu juro que é um cavalo!

Respeitar a opinião dos outros é olhar para a mesma verdade e saber que esta poderá ser vista de forma bem diferente por cada um.

E assim, com toda certeza, deixar de cometer injustiça com as precipitações e as diferenças.

Autor Desconhecido

O Elogio

Poucas coisas motivam mais as pessoas que elogios. As pessoas respondem na justa medida de nossa expectativa a respeito delas. Dizer que elas fizeram um bom trabalho faz com que se esforcem ainda mais para continuar fazendo um bom trabalho.

Quando os elogios são feitos publicamente, seus benefícios multiplicam-se. A pessoa elogiada não só se esforça mais, mas também passa a ter uma reputação positiva. Isso aumenta o valor da pessoa diante dos outros e os motiva a serem como ela.

Certa vez ouvi uma história que mostrava como isso funcionava.

Poucos meses depois de se mudar para uma pequena cidade, uma mulher reclamava a seu vizinho sobre o péssimo serviço que havia recebido de uma mercearia local. Ela sabia que seu vizinho era amigo do proprietário e esperava que ele transmitisse sua queixa.

Na visita seguinte que ela fez a mercearia o proprietário recebeu-a com um largo sorriso e disse o quanto estava feliz em vê-la novamente. Esperava que ela estivesse gostando de sua cidade e, ainda, disse que teria imenso prazer em ajudá-los a se estabelecerem. Atendeu pronta e eficientemente o pedido que ela fez. Mais tarde, a mulher relatou a miraculosa mudança para seu novo amigo.

"Suponho que você tenha dito a ele como achei ruim seu atendimento, não disse?" ela perguntou.

"Bem, não", respondeu o vizinho. "A bem da verdade, espero que não se importe - disse-lhe que você estava surpresa de ele ter conseguido montar numa cidade pequena uma das mercearias mais bem dirigidas que você já havia visto."

Autor Desconhecido

O Sapato

Claudio, um rapaz já de certa idade, pegou o ônibus e enquanto subia, um de seus sapatos se soltou e escorregou para o lado de fora. O ônibus saiu rapidamente, e a porta se fechou sem que houvesse chance de recuperar o sapato "perdido".

Imediatamente, Claudio retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.

Um rapaz no ônibus que observava a situação, sem poder ajudar perguntou:

- Desculpe perguntar, mas por que jogou fora seu outro sapato?

E Claudio respondeu:

- Pra que alguém o encontre e seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém realmente necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé.

Quando desceu do ônibus em seu destino, Claudio buscou uma loja, e comprou um novo par de sapatos.

Durante nossa vida é inevitável perder coisas. Muitas vezes estas perdas são penosas e supostamente injustas, porém certamente necessárias para que coisas novas e melhores possam acontecer.

Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam atenção e energia. Aproveite e tire do seu "armário" aquelas coisas negativas que só lhe trazem tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.

O "novo" só pode ocupar espaço em nossas vidas quando o "velho" deixar de fazer parte dela.

Autor Desconhecido

O Bordado

- Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?
- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?
- Por que estavam cheios de pontas e nós?
- Por que não tinham ainda uma forma definida?
- Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
- Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse:
- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
- Estou bordando a sua vida, filho.
E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.
O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e.... Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.'

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida!

Do outro lado, Deus está bordando...

(Prof. Damásio de Jesus, em 11/2002)

Vaso Defeituoso

Uma velha senhora tinha dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: - Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...' A velhinha sorriu: - Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa. Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós temos, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.' Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho...
Autor Desconhecido

O Vento da graça divina sopra incessanetmente.
No mar desta vida, os navegantes preguiçosos não aproveitam.
Em contrapartida, os ativos e fortes,
mantêm as velas de suas mentes sempre içadas para receber a brisa salvadora,
e, assim, chegam rapidamente a seu destino.

Sri Ramakrishna

OS NÍVEIS DO SER HUMANO

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo.

A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

- Dê-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada...

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua 'muleta'.

Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de 'muleta' usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu?

Repita o mesmo com esse aí que vem chegando, o nível 3.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

- O que é isso, moço?... Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso...

- Já reparou que não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar...

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar - interferiu o Mestre - as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: - Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim - perguntou o buscador - como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço... São uns perfeitos idiotas... Imagine só, dar tapas nos outros... Besteira... Idiotice... Falta do que fazer..

E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento. .. Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas 'muletas' que os outros dois anteriores também usavam.

Prefere deixar tudo 'pra lá', pois 'não tem tempo' para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os 'outros'.

É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá...

É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o 'Dono da Verdade', que se acha muito 'entendido' e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra 'muleta') e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição.

Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das 'muletas' para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por 'preguiça vital' e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las.

De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4.

Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É... Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento.

Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo?

Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer.

Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? - perguntou o Mestre - Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos.

Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas.

Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra.

Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês.

Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores.

O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio.

Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos.

Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas 'muletas' há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois.

Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas.

Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.

Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

- Filho meu... Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi... Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal...

- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer.

Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores.

Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita.

O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente , sem visar vantagens pessoais.

É como se fosse uma Irmã Dulce ou uma Madre Teresa de Calcutá, da vida.

Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos.

Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa 'muletas' diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a 'muleta' que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram.

A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo?

Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo?

Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar?

Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo.

Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo.

Eu amo a todos como amo a mim mesmo.

No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: - Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim.

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra.

Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7.

Logo você descobrirá isso.

Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

Vamos ver como reage o homem do nível 7.

E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

- Bata nele! - ordenou o Mestre.

- Não posso, Mestre, não posso...

- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me - disse o Homem com muita firmeza e suavidade - pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

- Não posso... Não posso... Não tem o menor sentido fazer isso...

- Então - tornou o Homem - já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram.

Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato.

Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de 'muletas' e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir.

Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições.

Existe a Ignorância! - volveu o Homem com suavidade e convicção - Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante - as suas 'muletas' - e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder.

Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente. ..

- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar 'muletas'.

O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais.

O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais.

Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico.

Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: - Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso.

Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá jamais, algum dia?

Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.

O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações.

O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos.

Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros?

É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as 'muletas' que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus.

Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes.

Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso.

Entendeste, filho meu?

Autor Desconhecido

O COCHICHO DE DEUS

O jovem tinha perdido o emprego e estava meio perdido.
Ficou sabendo de um velho senhor dito como muito sábio por suas palavras sempre conscientes. Então resolveu ir encontrar-se com o velho senhor.

Ao encontra-lo, o jovem cerrou os punhos e disse em alta voz,
- Implorei à Deus para que dissesse algo para me ajudar. Diga-me, por que Deus não me responde?

O velho senhor sentou-se calmamente à sombra de uma árvore próxima e falou algo em resposta - algo tão silencioso que era inaudível. O rapaz se aproximou um pouco mais e perguntou, em voz normal,
- O que foi que o senhor disse?

O velho senhor repetiu, mas novamente num tom muito baixo, como um cochicho. Então o rapaz chegou ainda mais perto e se inclinou em direção ao senhor.
- Me desculpe, ele disse calmamente. Eu ainda não consegui escutar.

Com suas cabeças muito próximas, o velho e sábio senhor falou mais uma vez,
- Deus, às vezes, cochicha, então precisaremos estar bem perto Dele para ouvi-lo.

Desta vez o rapaz escutou e entendeu.

Todos queremos a voz de Deus como um trovão pelo ar como resposta à nossos problemas. Mas a voz de Deus, na maioria das vezes, nos vem baixinha... um suave cochicho.

Se eu estiver próximo Dele o suficiente, eu escutarei, entenderei e encontrarei minha resposta.
E melhor ainda, me acharei perto de Deus.

Autor Desconhecido

O homem que compreende princípios, pode escolher seus próprios métodos com sucesso. O homem que tenta métodos, ignorando princípios, certamente terá problemas.

Ralph Waldo Emerson (1803-1882)

Bibliografia :
Raízes da Transformação - A Qualidade Individual como base da Qualidade Total
O´Donnel, Ken
Casa da Qualidade Editora
Salvador, BA
1994
Pag. 39

A Rosa e o Sapo

"Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim.
Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe.
Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo grande, e esta era a razão pela qual ninguém se aproximava dela.
Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que se afastasse dela imediatamente.
O sapo, muito humildemente, disse:
- Está bem, se é assim que você quer...
Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu
ao vê-la murcha, sem folhas nem pétalas.Penalizado, disse a ela:
- Que coisa horrível, o que aconteceu com você? A rosa respondeu:
- É que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia,
e agora nunca voltarei a ser o que era. O sapo respondeu:
- Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti.
Por isso é que eras a mais bonita do jardim..."
Autor Desconhecido

TORNE-SE UM LAGO

'O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

- 'Qual é o gosto?' perguntou o Mestre.

- 'Ruim' disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

- 'Beba um pouco dessa água'.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

- 'Qual é o gosto?'

- 'Bom!' disse o rapaz.

- 'Você sente o gosto do sal?' Perguntou o Mestre.

- 'Não' disse o jovem.

- O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

- 'A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago'.

Autor Desconhecido

Feliz Dia das Mães...

Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.

"0 que eu pergunto é se tem algum trabalhdo, insistiu o funcionário. Claro que eu tenho um trabalho" exclamou Ana. "Sou mãe!"

"Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

"Qual é a sua ocupação?" Perguntou. Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial;

"Posso perguntar" disse me ela com novo interesse "o que faz exatamente,

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi me responder: "Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). 0 grau de exigência é de 14 horas por dia (para não dizer 24)"

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu me a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe:

Uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento um bebé de seis meses testando uma nova tonalidade de voz.

Senti me triunfante!

Maternidade... que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós Doutora Executiva Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutora Assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!

Autor Desconhecido

No livro tibetano “dos Vivos e dos Mortos" Seguial explica "mindfullness" como o prolongamento do estado de meditação, calmo e centrado em todas as coisas que você faz. Ele lembra a história que o discípulo pergunta à seu Mestre:
Mestre, como colocar iluminação em ação? Como praticar isso na vida diária?

Comendo e dormindo, disse o Mestre.

Mas Mestre, todo mundo come e todo mundo dorme.

E o Mestre responde:

Nem todo mundo come quando come e nem todo mundo dorme quando dorme.

Ele quer dizer que quando você come quando come e quando você dorme quando dorme significa estar completamente presente em todas as suas ações, sem nenhuma distração do ego impedindo-o de estar lá.

SIMPLES ASSIM

Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: "Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós. Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego. O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé."

O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô : "Qual o lobo que vence?"

O velho Cherokee simplesmente respondeu: "O que você alimenta."

Autor Desconhecido

AMOR

Amor é o sol que não cobra por seus raios.

É o ar que preenche todos os recipientes
por dentro e os envolve por fora.

É o oceano que aceita toda sorte de rio,
sem se importar com a procedência.

É a árvore que não se gaba ao dar sombra e
abrigo e se curva para oferecer seus frutos.

É a água do mar que derrete
as pedras inflexíveis da arrogância.

É a água do rio que sacia a sede de
todos os seres que vêm à sua margem.

É o convite do sábio que ama o que
sabe, e sabe o que ama.

É um coração grande que acomoda
o universo inteiro, e no qual ainda
sobra espaço.

Bibliografia:
Lições para uma Vida Plena
O'Donnell, Ken
Editora Brahma Kumaris
São Paulo
2004
Pág. 15

A PONTE DA VIDA

Todos nós cruzaremos a ponte que separa esta vida da vida futura. À medida que passamos pela vida cruzamos muitas pontes, algumas com alegria e felicidade, outras com tristeza e sofrimento.

As pontes mais difíceis de cruzar e que constituem os verdadeiros problemas de nossa vida são, na maioria das vezes, as que nós mesmos construímos, aquelas em que somos os únicos caminhantes. Cada ponte é de natureza diferente, todavia, em determinado ponto do nosso caminho verificamos que milhares de pessoas estão se reunindo para cruzar a mesma ponte.

Assim, podemos compreender que a despeito das diversidades dos caminhos, há determinados lugares da jornada da vida onde todos se encontram, onde verificamos que nossas dificuldades, as nossas tristezas, os nossos interesses e os nossos esforços para atingir o objetivo da vida são comuns a quase todos.

Verificamos, assim, estarmos unidos em uma fraternidade humana de interesses comuns a despeito da nossa diversidade individual. Cada um de nós, todos os dias, se defronta com uma ponte inesperada. Vivendo cada dia em harmonia com os mais elevados conceitos de justiça e lealdade, e mantendo-nos harmonizados com o que é bom e puro, estaremos caminhando para a última ponte na companhia daqueles que, como nós, merecem as mais valiosas recompensas.

Este artigo foi desenvolvido pela Ordem Rosacruz AMORC para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br

O PERIGO DAS PRESSUPOSIÇÕES

Abriu a porta e viu algo que há muito não via. Estranhou que ele viesse acompanhado de um cão. Cão forte, saltitante e com ar agressivo. Cumprimentou o amigo efusivamente.

- Quanto tempo!

- Quanto tempo – ecoou o outro.

O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro. Logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa. O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém, nada.

- A última vez que nos vimos foi em...

O cão passou pela sala, entrou no quarto, e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante.

- Quem morreu foi o... você se lembra dele?

O cão saltou sobre um móvel, derrubou um abajur, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime. Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber.

Por fim, o visitante despediu-se e já ia saindo quando o dono da casa perguntou:

- Não vai levar seu cão?

- Cão? Ah, cão! Oh, agora estou entendendo. Não é meu não. Quando eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu.

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos?
Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos,
eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos.
Embora eles nunca vejam um ao outro...
A amizade deveria ser exatamente assim!
Mesmo sem se ver estamos sempre juntos.

Autor Desconhecido

A Vida verdadeira é como a Água:
Em Silêncio se adapta ao nível inferior;
Não se opõe a nada. Serve a tudo
Porque sua origem é a Fonte Imortal.

Lao Tsé

Para explicar como funciona a PNL, gosto de citar aquela história de um mecânico que foi chamado para consertar a caldeira de um navio. Ele foi até lá, olhou, apalpou, escutou os ruídos e então deu uma única martelada numa determinada peça e a caldeira passou a funcionar perfeitamente. Ele então apresentou a nota de seus serviços: US$ 1.000,00. A pessoa que o contratou achou absurdo pagar um preço assim tão alto por uma única martelada. O mecânico então apresentou uma nota assim discriminada:
Conserto com o martelo = US$ 1,00
Saber onde martelar = US$ 999,00
É assim também com a PNL. A técnica é o martelo, e um martelo todos podem adquirir facilmente. Mas é preciso saber como, onde e principalmente quando utilizá-lo, o que quer dizer que às vezes é necessário que se cumpra um certo número de etapas, um processo.

Nelly Beatriz M. P. Penteado

A importância de saber quem de fato se é

Conta-se que numa aldeia distante, ao sul de Varsóvia, um de seus habitantes mais pobres recebeu um bilhete de trem para visitar um primo muito rico. Ele chegou na ferroviária segurando o seu bilhete.

Como nunca tinha viajado de trem, José não sabia como agir. Ele percebeu que havia um grupo de pessoas bem vestidas e imaginou que não deveria se sentar com elas.

No fundo da estação, ele viu um grupo de malandros maltrapilhos. Ele se juntou a eles imaginando que aquele era o seu lugar.

Os passageiros da primeira classe embarcaram, mas os maltrapilhos ficaram aguardando. De repente, ouviu-se um apito e o trem começou a se movimentar. Os malandros pularam para dentro do vagão de bagagens, e José entrou com eles, ficando encolhido em um canto escuro do vagão, segurando a sua passagem com medo.

Ele agüentou firme, imaginando que aquele era o seu lugar. Até que a porta do vagão abriu e entrou o maquinista acompanhado de dois policiais. Eles reviraram as bagagens até que encontraram José e seus amigos no fundo do vagão. O maquinista então perguntou: "Posso ver os bilhetes?" José prontamente se levantou e apresentou o seu bilhete.

O maquinista analisou a passagem e começou a gritar: "Meu rapaz, você tem uma passagem de primeira classe. O que você está fazendo aqui no vagão de carga?" E o maquinista concluiu: "Quando se tem um bilhete de primeira classe, o indivíduo deve se comportar como um passageiro de primeira classe".

Desse episódio podemos concluir o quanto é importante se conhecer e portanto buscar caminhos para o nosso autoconhecimento, para que assim possamos estar ocupando na vida, lugares que dizem respeito a nós mesmos.

Autor desconhecido

O MILAGRE DA ROSA
Don Pritts

Eu não encontrava resposta. Estava vazio. Não compreendia porque ninguém me permitia prestar um serviço. Dirigia-me a todos, procurando dar um pouco de mim mesmo. Uma vez disseram-me: “Primeiro você terá que descobrir e conhecer o teu próprio Eu; só depois poderá servir.”

Busquei o meu próprio Eu, e quando comecei a descobrir, tentei de novo servir e com mais interesse do que antes. Porém, da mesma forma, quanto mais tentava, menos era capaz de dar algo de mim àqueles com quem entrava em contato. Eles não aceitavam. E eu pensava: “Por quê?”

Um dia, sentado em meu jardim, contemplava o espetáculo maravilhoso do nascer do sol, do romper da aurora, quando meus olhos pousaram numa rosa. Como era bela! Iluminada apenas pelos primeiros raios de sol, ela brilhava com uma luminosidade própria. E pela simples circunstância de existir SERVIA para me prodigalizar beleza. SERVIA!

Esta rosa, pelo simples fato de existir, SERVIA! Bastava apenas existir, anônima e serenamente. Ela não procurava nem tentava servir-me. Simplesmente acumulava a beleza da sua própria forma. Ela nada mais necessitava, porém, devido à minha ansiedade, tornou algo mais.

A rosa não me pediu que a olhasse, mas, quando o fiz, serviu-me por estar à minha disposição. Pronta para servir a qualquer pessoa que necessitasse daquilo que ela realmente era: uma Rosa.

Agora já obtive a reposta e não estou mais vazio.

Artigo editado pela Ordem Rosacruz AMORC e utilizado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br/artigo1.htm

" Quando o sol brilha suavemente lá no alto, as flores se voltam para ele para captar luz e calor. Da mesma forma, torne-se puro e despreocupado como o sol. Deixe que a doçura e a jovialidade brilhem naturalmente no seu rosto. "

Brahma Kumaris - Feliz Diwali

" Se olharmos para um arquipélago, as ilhas todas parecem separadas, não é ? Elas são separadas. Mas se mergulharmos fundo no oceano, veremos que as ilhas estão interligadas. Na verdade, elas não são ilhas, são montanhas. Ilhas são montanhas dentro do mar. Então, é claro que se olharmos para as coisas de modo superficial, que é o que a maioria das pessoas faz nos dias de hoje, vamos achar que tudo está separado.
...
Então as coisas que fazemos, que pensamos e dizemos estão interligadas com as coisas que outras pessoas fazem, dizem e pensam. "

Ken O´Donnel

" Se você está sentado em um carro e tem fé total no motorista, você fica relaxado e despreocupado. Você está seguro de que o motorista tem habilidade suficiente para levá-lo ao destino. Por isso nunca esqueça que Deus certamente lhe mostrará o caminho. Se você acha que pode fazer algo, Ele ajudará você a tornar as coisas fáceis numa proporção 1000 vezes maior do que você espera que Ele faça. Procure não alimentar suas preocupações... "

Bhahma Kumaris

"Se, portanto, pretenderes a sabedoria, uma lâmpada não estará ausente e ... uma fonte não secará."

Anônimo

“Existe uma história sobre um santo e uma grande alma sentados em um barco. Era noite e eles não conseguiam enxergar, mas podiam sentir o movimento do barco. Passaram toda a noite pensando que estavam navegando e ficaram contentes de estar ali sentados. Mas quando amanheceu, eles descobriram que ainda estavam atracados à margem.. Esta história nos ensina a não ficarmos ancorados à margem de nossas escravidões. Devemos nos assegurar que estamos nos movendo para frente. E para isso o método é sentar-se no barco da verdade e romper todas as amarras que nos causam tristeza.”

Dadi Janki

A abelha sempre procura o mel na flor enquanto a mosca procura o pus e objetos podres. Do mesmo modo, um homem sábio enxerga boas qualidades nos outros, porém, um tolo e pecaminoso observa os erros e os defeitos alheios. Seja inteligente. Seja uma pessoa nobre e virtuosa. Você deve sempre enxergar o bem nos outros e gozar de paz e felicidade.

Bibliografia :
Kriya Yoga - Palavras de Sabedoria
Hariharananda, Paramahamsa
Kriya Yoga Institute
São Paulo
Pág. 17

“SUCESSO VERDADEIRO: FAZER DE SUA VIDA UMA GLÓRIA E UMA FELICIDADE PARA VOCÊ E OS OUTROS

Pouquíssimas pessoas entendem a expansão da consciência que constitui o sucesso verdadeiro. Você veio neste mundo sem estar consciente das faculdades maravilhosas que possui, e a maioria de vocês vive sem tentar desenvolver cientificamente seu potencial. Como resultado, sua vida neste planeta é mais ou menos incerta. Mas, ao invés de levar uma existência descontrolada, movida pelos ventos do destino aparentemente caprichoso, pode levar uma existência controlada planejando sua vida e fazendo-a render o que deveria render: a expansão da consciência que se desdobra, desenvolvendo por todos os lados os potenciais divinos dentro de você.

O sucesso é quando você expandiu tanto sua consciência que sua vida é uma glória e uma felicidade para você e os outros. O sucesso não é algo conseguido às custas dos outros. Você deve ter visto, quando viaja de carro, que há invariavelmente alguns “motoristas imprudentes” que abusam na estrada - aqueles que dirigem muito devagar e não deixam ninguém ultrapassá-los. Na estrada da vida, algumas pessoas são “motoristas imprudentes”. São teimosas em suas maneiras egoístas; não progridem e não dão a oportunidade aos outros de avançarem. Pessoas avarentas são um exemplo, acumulando sua fortuna ao invés de usá-la para criar oportunidades e bem-estar para os outros. De todas as fraquezas humanas, o egoísmo é um dos demônios mais desprezíveis. Pelo espírito magnânimo da alma deveria ser vencido.

O sucesso verdadeiro, ao invés de ser uma contração para interesse próprio, ele se estende em expansão servidora. A flor, embora ligada à haste, expande sua esfera de benefício pela sua fragrância e beleza.. Algumas flores lançam seu perfume a uma pequena distância; outras, embora não tendo fragrância, estendem-se com sua beleza para nos trazer felicidade. As árvores oferecem sua expansão proporcionando sombra fresca e frutos saborosos, e convertendo os resíduos de dióxido de carbono em oxigênio para respirarmos. O sol longínquo, aparentemente pequeno no céu, irradia além de sua esfera para nos proporcionar luz e calor. As estrelas compartilham conosco a alegria de seu brilho parecido com uma jóia. Todas as expressões de Deus na natureza irradiam uma vibração que, de certa forma, serve ao mundo.

Você é Sua criação máxima: o que faz para se estender além de você mesmo? Sua alma é um farol de poder infinito. Você pode estender esse poder do seu interior e proporcionar luz, saúde e compreensão aos outros.”

To Be Victorious in Life - Paramahansa Yogananda

"O reflexo da lua não pode ser visto claramente em águas agitadas, mas, quando a superfície da água está calma, aparece um reflexo perfeito da lua. O mesmo acontece com a mente: quando está calma, vê-se claramente refletida a face enluarada da alma."

Paramahansa Yogananda - Autor de Autobiografia de um Iogue

Imaginem alguém com sede. O copo com água está na mesa. Ele pensa: Eu só vou poder saciar minha sede se este copo fizer sua parte. Neste caso o copo fica intransigentemente na mesa e a pessoa não mata sua sede. Ainda precisa fazer o esforço para estender a mão, pegar o copo, trazê-lo até a boca e despejar na garganta.

Da mesma forma se eu quero matar a sede da minha melhoria o esforço começa comigo, e não com as condições externas, o que quer que sejam. Situações não tem a qualidade de misericórdia ao ponto de fazer o esforço por mim.

Em essência: se eu melhoro o que posso, isto abre um leque de possibilidades. Se nem o mínimo faço, como posso esperar que outros o façam por mim.

Bibliografia :
Raízes da Transformação - A Qualidade Individual como base da Qualidade Total
O´Donnel, Ken
Casa da Qualidade Editora
Salvador, BA
1994
Pág. 114

Conta na Mitologia Grega que os deuses criaram uma mulher chamada Pandora. Ela era a mulher ideal, com dons doados pelos deuses (como por exemplo, a beleza e a argúcia) para fazer o homem se perder. Era um castigo de Zeus. Pandora trouxe consigo de presente uma caixa, que jamais deveria ser aberta; porém, era também de sua natureza a curiosidade, então, ela abriu a tal caixa escapando todos os males da humanidade. Quando percebeu o que estava acontecendo fechou-a rapidamente mantendo dentro dela apenas a Esperança.

Assim, desde então, para o ser humano viver ele precisa de criatividade e esperança. A cada momento precisamos encontrar soluções criativas para as mais diversas situações que vivemos; porém, só temos condições de usar o máximo de nossa criatividade quando temos acesso à esperança dentro de nós. Por isto, pode perceber que a esperança é o ingrediente fundamental para o desenvolvimento da vida do ser humano.
...

Extraído do Artigo : A Esperança, de Maria Aparecida Diniz Bressani, do site : http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6280

Pérolas de Sabedoria

Pense por um momento na pérola e no modo pelo qual ela se forma. Uma partícula estranha se introduz no interior macio da ostra. A partícula estranha é um fator irritante, um elemento desarmonioso. A ostra reage à sua presença envolvendo o elemento irritante com uma substância chamada nácar. Esse capa protetora reduz a irritação e forma a pérola, tão estimada por sua beleza e simbolismo. Além disso, a pérola nos ensina que a resistência cria formas. Sem forma, tudo seria o caos. Cada um de nós tem, igualmente, a capacidade de formar pérolas de sabedoria com as oposições da vida. Pensando em três dimensões, reconhecemos o valor da resistência.
Texto extraído do artigo : Pensando em três dimensões, da Revista :
O ROSACRUZ, No 260, 2o Trimestre de 2007 - http://www.amorc.org.br

Recentemente, li em uma revista uma história simples e interessante: "Um porco pode despertar idéias completamente diferentes conforme o observador. Se for um lobo, talvez comece a salivar; se for um fazendeiro, talvez associe à idéia de valor; se for uma criança, talvez lembre os três porquinhos; se for um veterinário, talvez pense na saúde do animal".

Extraído do Artigo : Programação Neurolinguística, Criatividade e Espírito Empreendedor de Walther Hermann

O Samurai e o Mestre

Um dia um samurai perguntou ao mestre o que é o céu e o que é o inferno.

O mestre observou-o cautelosamente e respondeu que não poderia revelar-lhe tal profundo segredo, porque ele provavelmente não o entenderia.

O samurai indignou-se com a resposta e ergueu sua espada em direção ao mestre. Este então disse: "isto é o inferno".

Com estas palavras o samurai percebeu sua ousadia e abaixou sua espada arrependido, para o qual o mestre disse: "e isto é o céu".

Texto extraído da Revista Vida Plena, No 29 de 2007 - http://www.bkumaris.org.br

O Surfista e a Felicidade

Como disse Brian Bacon, renomado consultor de empresas e professor da Organização Brahma Kumaris, “o surfista não fica pensando: quando eu chegar a praia eu serei feliz. Ele aproveita cada instante da onda e quando ela acaba ele não fica triste ou desanimado. Ele sabe que muitas ondas estão por vir. E ele sabe aproveitar o melhor de cada onda.”

Dra. Aida Maria Gluer
Pediatra

Texto extraído de: http://www.unimed-vs.com.br/admin/popup_noticias.asp?id_frame=165

"A Vontade de cada homem e cada mulher é como a bússola de um navio: para onde ela aponta, segue o navio."

Marie Corelli, Escritora Inglesa e Rosacruz
Publicação da Amorc: Dominio da Vida -> http://www.amorc.org.br/dominio.htm

Há um ditado chinês que diz:

"Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um ...

porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas..."

Sempre que possível troque idéias, elas esclarecem, acrescentam, ajudam, evoluem... ainda que você não precise, servirão para o outro.

Autor Desconhecido

Torne-se um lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

Fonte: Para ser Zen

Quando você quiser cultivar nabo, em vez de comprá-lo no mercado, a primeira coisa a fazer é conseguir algumas sementes de nabo. A seguir, é preciso encontrar um lugar no solo, prepará-lo, cavar um buraco, plantar as sementes, cobri-las, regá-las e fertilizá-las. A natureza então faz a sua parte, e a semente brota, germina e dá nabos.

O lugar no solo onde você planta as sementes deve ser um lugar que receba a luz do sol, pois se você as planta em um porão, encontrará a planta embotada e deformada, se ela chegar mesmo a crescer. E se você não rega a planta, ela morre. Se você a coloca em um solo não cultivado, ela não conseguirá brotar. Se deixar de fertilizá-la, ela crescerá fraca.

É preciso um pouco de consideração e preparo antes que você possa transformar uma semente de nabo em um nabo maduro; assim acontece com a programação de seus objetivos, pois a programação é a mesma coisa que semear a terra para o cultivo de nabos.

Bibliografia :
O Método Silva de Controle Mental para mudar a sua vida
Silva, José
Goldman, Burt
Editora Record
4a Edição
Pág. 179

"Dois irmãos com a mesma educação, mesmas oportundiades na vida, com destinos opostos. O pai deles era alcólatra e, de certa forma, um fracassado na vida. Um dos irmãos se tornou muito bem sucedido e outro com dificuldades em todas as áreas da vida. Este culpava o pai em todas as instâncias. O outro agradecia a tudo, pois havia aprendido tudo o que não fazer na vida. Então, não podemos simplesmente culpar as situações, e sim assumir com responsabilidade o nosso destino."

Bibliografia :
Revista Vida Plena
Setembro/Outubro de 2005 - Ano III - No 22
Editora Brahma Kumaris
Pág. 27

Imagine que você queira transportar leite numa caneca. Você a levou até a sua casa mas ao chegar notou que não havia mais leite. O que aconteceu ? Você descobriu que a caneca estava furada. Se você quiser usá-la novamente, terá que consertar o furo. Sua vida pode ser comparada à caneca com vazamentos. Seus defeitos, erros e qualidades negativas são os vazamentos no cântaro da sua vida. Mesmo que a graça de Deus esteja sendo derramada constantemente no universo, você não é capaz de mantê-la e guardá-la, por causa dos seus erros e defeitos. Se você quiser tornar sua vida repleta de qualidades divinas, com a graça de Deus e dos Gurus, descubra seus próprios erros. Tente corrigir seus próprios defeitos. Por meio de observação cuidadosa e minuciosa, atráves de uma meditação profunda, você pode se corrigir.

Bibliografia:
Kriya Yoga - Palavras de Sabedoria
Hariharananda, Paramahamsa
Kriya Yoga Institute
São Paulo
Pág. 33

Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou na floresta e disse a seu mestre espiritual: "Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância ?"

O mestre espiritual respondeu: "Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é. Com um sorriso, ele prosseguiu:

"Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza.

Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quando mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre."

Bibliografia:
Criando Prosperidade
Chopra, Deepak
Editora Best Seller
7a Edição
Pág. 11 e 12

Um ser humano rico procura ouro na sociedade, um ser humano sábio garimpa ouro nos solos do seu ser.

Bibliografia :
Seja líder de si mesmo
Cury, Augusto
Editora Sextante
Pág. 97

Sempre que odiamos alguém, estamos odiando algo de nós mesmos que vemos nessa pessoa. Nada que não exista em nós mesmos pode provocar-nos.

Hermann Hesse

O Jovem Lenhador

Cortar árvores é um esporte tradicional no Alasca. Há lenhadores famosos, com habilidade e energia no uso do machado. E aprender a ser bom lenhador exige bastante empenho.

Certo jovem não queria pouco. Decidido a tornar-se um grande lenhador, resolveu procurar o melhor de todos os lenhadores do país.

- Quero ser seu discípulo. Quero aprender a usar o machado como você.

O aprendiz dedicou-se, prestou atenção nas lições do mestre, praticando bastante.

Depois de algum tempo, achou que era melhor que o mestre. "Sou mais forte, mais ágil, e já estou sabendo a técnica. Vencerei facilmente o velho lelhador", pensou ele. E desafiou o mestre para uma competição. Quem cortasse mais troncos de árvores no período de oito horas seria o melhor lenhador.

O desafio foi aceito. No dia marcado, o rapaz começou cheio de gás. No maior pique, foi cortando uma tora atrás da outra. De vez em quando ia ver o mestre lenhador e quase sempre o via sentado, com o machado na mão.

"Coitado, ele não dá mais no couro", pensava o jovem, sentindo-se já o novo campeão.

Quando terminou o dia, uma surpresa que ele não esperava: o velho havia cortado muito mais árvores do que seu jovem desafiante.

- Mas como é que pode ? Não é possível! Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando!

O velho sorriu, pegou o machado e mostrou-lhe a lâmina. Afiadíssima.

- Eu não estava descansando, meu caro. Estava amolando o machado. Foi por isso que você perdeu.

NÓS SEMPRE TEMOS O QUE APRENDER.

Bibliografia:
A Magia da Comunicação
Ribeiro, Dr. Lair
Editora Moderna
São Paulo
1997
Pág. 61

"Mestre, o que é zen?", pergunta o discípulo.
"É comer quando você come, trabalhar quando você trabalha e descansar quando você descansa", responde o mestre.
"Mas, mestre, isso é tão simples."
"Sim, mas muito poucas pessoas são capazes de fazer isso."

Bibliografia:
Metanóia
Tranjan, Roberto Adami
Editora Gente
Pág. 61

Toda percepção da verdade é a detecção de uma analogia.

Henry David Thoreau

Um cesto de pesca serve para se colocar peixes; mas, quando se apanha o peixe, não é mais preciso pensar no cesto. As palavras servem para se colocar idéias, mas, quando se apanha a idéia, não é mais preciso pensar nas palavras.

Chuang Tsu

Parece que certo mandatário indiano uma vez chamou a sua presença quatro homens cego e, colocando um elefante ao lado deles, pediu a cada um que dissesse o que era. O primeiro, sentindo a tromba do animal, identificou o elefante como um vaso. O segundo, ao sentir umas das enormes patas, disse que era uma árvore. O terceiro, examinando a cauda, anunciou estar diante de uma vassoura. E o quarto, podendo sentir no tato uma das orelhas do paquiderme, disse tratar-se de um grande abanador. E os quatro ficaram discutindo entre si, cada um manifestando a opinião de estar certo - e em parte isso era verdade - enquanto os outros todos estavam errados. E o Buda concluiu dizendo ser assim mesmo quando nós, que pouco ou nada sabemos da Realidade, discutimos sobre a natureza e definição da Verdade.

Bibliografia:
A Grande Pirâmide Desvelada
Lemesurier, Peter
Editora Mercuryo
São Paulo
1991
Pág. 197

Um dia, um coelho que vivia entre muitos outros resolveu viajar. Ele queria conhecer coisas novas. Viajou, viajou, aprendeu um monte. Desenvolveu-se e , lá pelas tantas, resolveu voltar e compartilhar com os seus, as suas descobertas. Quando já estava próximo da toca, uma raposa que o vira aproximar-se, começa a perseguí-lo. O coelho corre, a raposa corre, o coelho corre mais ainda ... e a coelhada na toca fica na maior torcida - e o coelho consegue entrar na toca, escapando da raposa. Foi a maior vibração. Foi aplaudido. Teve até um coelho mais joven que lhe trouxe uma toalha para secar o suor, e quando percebeu que o outro recuperara o fôlego, lhe perguntou:
- Me conta, como é que você conseguiu escapar da raposa ?
- Simples. Foi uma questão de intenção! A raposa corria atrás do jantar, eu corria pela minha vida.

Bibliografia:
Modelagem de Excelência
Vieira, Dra. Deodete Packer
Editora Eko
Blumenau
1996
Pág. 98

Meta Clara

Se, numa cidade, quero chegar à praça central, preciso ter alguma orientação. Quando mais certeza das direções houver, tanto mais firmeza haverá nos passos que darei.

Se eu pudesse representar com traços toda a minha vida, desde o nascimento até agora, o que resultaria ? Rabiscos com mil voltas, mudanças de rumo, tangentes etc ? Se é esse o caso, então é sinal claro de que falta uma meta determinada.

Bibliografia :
A Última Fronteira
Donnell, Ken O'
Editora Gente
Rio de Janeiro
8a Edição
Pág. 35

Volta teu rosto sempre na direção do sol e então as sombras ficarão para trás.

( Sabedoria oriental )

Colhemos o que plantamos, óbvio. Atente para as sementes que plantar, pois os frutos dessas sementes um dia se tornarão seu jantar...

Richard Bach

Quando eu disse ao coração da laranja que dentro dela dormia um laranjal, ele me olhou estupidamente incrédulo.

Hermógenes

Meu pai me ensinou que só através da autodisciplina você pode conquistar a liberdade.
Ponha água num copo e você poderá beber.
Sem o copo, a água se derramaria.
O copo é a disciplina.

Ricardo Montalban

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente,quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Moral da História:

"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter."

As pessoas são diferentes, agem e pensam de formas diferentes.

Portanto, nunca julgue.

Tente apenas compreender.

Autor Desconhecido

O mestre aponta o caminho; o discípulo tem de caminhar por si mesmo.
A essência do papel do mestre é dada nestas linhas do Zenrin japonês :

Se desejas conhecer a estrada até a montanha,
Tens de perguntar ao homem que vai e volta por ela.

Bibliografia:
A Mente Meditativa
Goleman, Daniel
Editora ática
5a Edição
1997
Pág. 33

Somente esperar não basta

Um indivíduo entrou num restaurante de um teatro, sentou-se a uma mesa e ficou à espera de um garçom para fazer o pedido, mas nenhum se aproximou. Ele estava com fome e deu uma olhada ao seu redor. Todas as mesas já estavam servidas com deliciosos pratos, e as pessoas almoçavam conversando alegremente. Ele passou a estudar a razão por que não se aproximava nenhum garçom par atendê-lo, e finalmente descobriu-a. Para evitar confusão, esse restaurante funcionava com sistema de fichas: o cliente adquiria a ficha com o nome do prato impresso e entregava-a ao garçom, e este trazia a refeição de acordo com a ficha. A vida também é assim. O ideal não se realizará se ficarmos somente esperando, sentados na cadeira da vida.

Bibliografia:
Revista Fonte de Luz
Seicho-No-Ie
Maio/98
Pág. 32

Não Construa Muros, Somente Pontes

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.

- Estou procurando trabalho, disse o carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.

- Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.

O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.

O irmão mais novo então falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.

O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.

- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Autor Desconhecido

Mantenha em sua vida uma unidade de plano, para conseguir seus objetivos.
Veja um colar de pérolas: estão todas presas por um fio.
Se este arrebentar, as pérolas se espalham.
O que é o fio para o colar de pérolas, é a unidade de plano em nossa vida.
Não deixe que as pérolas de suas ações se percam, por lhes faltar o fio que lhes mantém a unidade.

Bibliografia:
Minutos de Sabedoria
Pastorino, Carlos Torres
Editora Vozes
1989
Pág. 248

Paz Perfeita

Existe um conto muito interessante sobre as nossas escolhas e de como encontrar a paz.

Ele conta que certa vez um rei teve de escolher entre duas pinturas, qual mais representava a paz perfeita. A primeira era um lago muito tranqüilo, este lago era um espelho perfeito onde se refletiam algumas plácidas montanhas que o rodeavam, sobre elas encontrava-se um céu muito azul com nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.

Já a segunda pintura também tinha montanhas, mas eram escabrosas e não tinham uma só planta, o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões. Tudo isto não era pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás de uma cascata havia um pequeno galho saindo de uma fenda na rocha. Neste galho encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho calmamente sentado no seu ninho. Paz Perfeita. O rei escolheu essa segunda pintura e explicou:

"Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas Ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, Permanecemos calmos e tranqüilos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz."

Esse conselho real serve para todos nós que vivemos rotinas cheias de compromissos, obrigações e turbulências. Olhe para a pintura de sua alma, descubra o seu verdadeiro lugar no mundo e faça o seu "ninho" de paz e harmonia. Não se deixe levar pelo ambiente, construa na tua vida aquilo que é melhor para você mesmo e seja FELIZ !!!

Autor Desconhecido

Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida :

- Tem um trocadinho aí pra mim, moço ? - murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.

- Não, não tenho - disse o estranho. - O que tem nesse baú debaixo de você ?

- Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.

- Nunca olhou o que tem dentro ? - perguntou o estranho.

- Não - respondeu. - Para quê ? Não tem nada aqui, não !

Dá uma olhada dentro - insistiu o estranho, antes de ir embora.

O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: "Mas eu não sou um mendigo!"

Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza - a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável - são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.

Bibliografia:
O Poder do Agora
Tolle, Eckhart
Editora Sextate
2002
Pág. 15 e 16

O pintor consegue pintar porque encontra resistência na superfície da tela.
Se não existisse essa resistência, ele não poderia criar obras para se expressar.
...
O trem corre porque encontra resistência nos trilhos.
O avião voa porque existe resistência na atmosfera.
...
Percebemos, então, que é um erro considerar como dificuldades ou sofrimentos os atritos que ocorrem na vida. Eles são fatores que estimulam o nosso desenvolvimento.

Bibliografia:
Revista Fonte de Luz
Taniguchi, Masararu
Seicho-No-Ie do Brasil
São Paulo
Maio/2004
Pág. 6

Inayat Khan conta uma estória hindu. "Um peixinho chegou à rainha dos peixes e perguntou: 'Eu sempre ouvi falar sobre o mar, mas o que é o mar ? Onde ele está ?' A rainha dos peixes explicou: 'Você vive, move-se e passa sua existência no mar. O mar está dentro e fora de você, e você é feito de mar e vai terminar neste mar. O mar o envolve como seu próprio ser'. "

Bibliografia:
Ajuda pelo Zen-Budismo
Brandon, David
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 22

Há uma anedota Zen sobre uma mulher, que não conseguia decidir-se por qual porta deveria sair de certo aposento. Ambas as portas levavam ao mundo exterior. Após algumas horas de indecisão, ela empilhou algumas esteiras diante de uma das saídas e caiu em um sono profundo. De manhã cedo, levantou-se e examinou o mesmo problema novamente. Uma das portas esta livre, mas a outra estava bloqueada por uma pilha de esteiras. Ela suspirou finalmente: "Agora eu não tenho escolha."

Bibliografia:
Ajuda pelo Zen-Budismo
Brandon, David
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 103

... façamos a seguinte comparação : um automóvel possui diversas lâmpadas de controle no painel, as quais só se acendem quando alguma função importante do carro não está mais funcionando como devia. Num caso concreto, quando uma dessas luzinhas se acende durante uma viagem, não ficamos nada satisfeitos com o fato. Sentimos-no obrigados a interromper nosso passeio por causa desse sinal.

Apesar de nossa inquietação, muito compreensível, seria uma bobagem ficarmos zangados com a lâmpada: afinal, ela nos informa sobre um evento que, de outra forma, talvez nem notássemos, ou então demorássemos a notar, visto que para nós ele está numa zona "invisível". Assim, entendemos que o fato de a lâmpada se acender equivale a um convite para chamarmos um mecânico para que, com a sua intervenção, a luzinha se apague e nós possamos continuar tranquilamente a nossa viagem.

É claro que ficaríamos muito zangado se o mecânico apagasse a lâmpada usando o simples estratagema de retirá-la. Por certo, a luzinha não se acenderia mais - e isso, de fato, é o que desejávamos -, mas o modo como o problema foi resolvido nos pareceria pior do que incompetente. Achamos muito mais sensato tornar desnecessário o aviso da lâmpada, em vez de impedir que ela se acenda. Para isso, no entanto, precisamos desviar nossa atenção do painel para os âmbitos subjacentes, a fim de descobrir o que afinal deixou de funcionar. A função da lâmpada é agir como mero indicador, levando-nos a fazer perguntas.

Aquilo que, no exemplo acima, é a lâmpada de controle, equivale em nosso caso ao sintoma. O que constantemente se manifesta em nosso corpo como sintoma é a expressão visível de um processo invisível, o qual deseja interromper nosso caminho por meio de sua função de sinal de advertência, indicando que alguma coisa não esta em ordem. Isso nos faz questionar os motivos subjacentes. Também neste caso é bobagem zangar-se com o sintoma, aliás, é de fato absurdo desejar apagá-lo, meramente impedindo-o de manifestar-se. O sintoma deve tornar-se supérfluo e não ser impedido de manifestar-se. Mas para isso, também neste casos, é preciso desviar o nosso olhar do sintoma e examinar tudo com mais profundidade, a fim de compreendermos para que o sintoma está apontando.

Bibliografia:
A Doença como Caminho
Dethlefsen, Thorwald
Dahlke, Rudiger
Editora Cultrix
São Paulo
Pág. 16

Não julgue para não ser julgado

Certa vez, em uma cidade do interior de Minas, um padeiro foi ao delegado e deu queixas do vendedor de queijos que segundo ele estava roubando, pois vendia 800 gramas de queijo e dizia estar vendendo 1 quilo.

O delegado pegou o queijo de 1 quilo e constatou que só pesava 800 gramas e mandou então prender o vendedor de queijos sob a acusação de estar fraudando a balança.

O vendedor de queijos ao ser notificado da acusação, confessou ao delegado que não tinha peso em casa e por isso, todos os dias comprava dois pães de meio quilo cada, colocava os pães em um prato da balança e o queijo em outro e quando o fiel da balança se equilibrava ele então sabia que tinha um quilo de queijo.

O delegado para tirar a prova mandou comprar dois pães na padaria do acusador e pode constatar que dois pães de meio quilo se eqüivaliam a um quilo de queijo. Concluiu o delegado que quem estava fraudando a balança era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos.

Autor Desconhecido

Um imperador, um imperador muito poderoso, criou um palácio, um palácios de espelhos. Por todos os lados, em todo o palácio, havia espelhos. O imperador era uma pessoa muito bonita e estava tão fascinado por sua própria beleza que jamais se sentiu atraído por outra pessoa. Era um Narciso. Amava somente a si mesmo e achava que todos os demais eram feios. Finalmente, ele proibiu a qualquer pessoa de entrar em seu palácio. Vivia ali sozinho, a olhar para seu próprio rosto, em todo o palácio. Havia espelhos por toda parte, milhares e milhares de reflexos de seu próprio rosto.

Contudo, aos poucos, ele começou a se entediar, a ficar farto daquilo. Começou a não gostar de si mesmo. O dia todo encontrava-se consigo mesmo. Ficou doente; tornou-se triste e deprimido. Ficou tão melancólico que estava quase à beira da morte. Simplesmente, cansou-se de si mesmo.

Então, de súbito, ele se lembrou: "Este palácio foi criado por mim mesmo. Não preciso permanecer aqui. Não há ninguém que me obrigue a permanecer aqui." Então, ele quebrou uma das paredes de espelhos - atirou uma cadeira contra ela. E, pela primeira vez em muitos anos, o céu penetrou naquele recinto. Era uma noite de Lua cheia, e a Lua irrompeu ali dentro. Um mundo novo, fresco, vivo surgiu. O imperador entrou em contato com esse mundo.

Ele saltou para fora daquele buraco infernal, para fora daquela prisão. E então não estava morto, nem melancólico, nem às portas da morte. Pôs-se a dançar, a celebrar. Esqueceu-se completamente de seu rosto. E conta-se que nunca mais ele se olhou novamente no espelho.

Bibliografia:
A Nova Alquimia
OSHO
Editora Pensamento
Pág. 83 e 84

O rabino Zusya de Hanipol costumava dizer:
"Se eles me perguntassem no próximo mundo 'Por que você não foi Moisés?',
eu saberia a resposta.
Mas se eles me perguntassem 'Por que você não foi Zusya?'
eu nada teria a dizer.

Martin Buber

Bibliografia:
Planeta
Toques de Sabedoria - No Caminho da Transformação
Pág. 40

A gota d'água passa a ser oceano no momento em que renuncia à sua polaridade, deixa de acreditar que esta separada do todo. Ela não precisa mudar-se nem ir a parte alguma para ser oceano; a natureza do que almeja está dentro dela. Quando deixar de se ver como gota d'água, se tornará oceano.

Erhard F. Freitag

Bibliografia:
Planeta
Toques de Sabedoria - No Caminho da Transformação
Pág. 103

O Barbeiro

Um homem foi ao barbeiro.

E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele.

Falava da vida e de Deus.

Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:

- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!

- Por quê?

- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome!

- Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!

- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?

- Sim, claro!

O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.

Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe de uma coisa?

- Não acredito em barbeiros!

- Como?

- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!

- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

- Agora, você entendeu.

Autor Desconhecido

A SAÍDA ESTA NO ALTO

Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso complemente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto se atirar contra o fundo do vidro.

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos sem perceber que a saída está logo acima. Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima! "E lá estará DEUS, a ajudá-lo(a).

Autor Desconhecido

E o discípulo disse ao novo Mestre:
- O meu Mestre anterior me ensinou a aceitar o nascimento e a morte.
- E o que você quer de mim, afinal ?
- Aprender a aceitar o que está no meio.

Bibliografia :
É Tempo de Mudança : Programação Neurolínguistica
Guilhermino, Clô
Editora Gaia Ltda
São Paulo
1996
Pág. 132

A bondade maior é como a água:
Faz o bem a tudo, e em silêncio
Vai aos lugares inferiores que os homens desprezam.
Não se opõe a nada,
Serve a tudo.
Não exige nada,
Porque sua origem é a Fonte Imortal.

Bibliografia :
Grandes Mestres : sabedoria milenar hoje
Organizado e traduzido por Julia Bárány
Editora Mercuryo
São Paulo
2002
Pág. 65

Naquela noite, depois que todos contaram como tinham realizado maravilhas em suas vidas, o Mestre levou-os para fora, apontou para o céu e disse:

- Aquela é a galáxia espiral de Andrômeda. É tão grande como nossa via Láctea e sua luz, a uma velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, demora meio milhão de anos para chegar até nós. Está formada por cem mil milhões de sóis, muitos milhões deles maiores que o nosso.

Fez uma breve pausa e disse, com um sorriso:

- E agora que já nos colocamos em nosso devido lugar, vamos dormir.

Bibliografia :
É tempo de mudança : programação neurolinguística
Guilhermino, Clô
Editora Gaia
São Paulo
1996
Pág. 129

FÁBULA SOBRE A VERDADE

Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome.

E todos que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, por que estás tão abatida? - perguntou a Parábola.

- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!

- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda.

- Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.

(Conto Judaico)

Autor Desconhecido

A ilusão é como a neblina da manhã. Assim como a neblina dissipa-se por si mesma quando surge o Sol, a ilusão também desaparece por si mesma quando o homem desperta para a Imagem Verdadeira. Ficar com a mente presa à ilusão, preocupado em eliminá-la, é o mesmo que encerrar a ilusão numa caixinha, impedindo-a de ir-se.

Bibliografia:
Palavras de Sabedoria
Taniguchi, Masararu
Seicho-No-Ie do Brasil
São Paulo
3a Edição
1999
Pág. 156 e 157

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo. Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.

De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas.

Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas.

Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas.

O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.

Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.

O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.

Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.

A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam,os cegos também podiam, pensou o garoto.

Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.

Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam.

À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto.

O sistema permitia também ler e escrever música.

A idéia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.

Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Autor Desconhecido

Um grupo de pesquisadores realizou um estudo no qual mostravam às pessoas um baralho. Em cada uma das cartas, contudo, havia algo errado, algo diferente do normal. O quatro de paus era vermelho, o cinco de ouros tinha seis de ouros. O procedimento consistia em mostrar as cartas às pessoas e perguntar-lhes o que estavam vendo.

Vocês acham que as pessoas ficaram surpresas ao ver essas cartas cheias de erros óbvios ? Não, porque não notaram. Quando se pedia para descreverem as cartas que viam as pessoas respondiam que estavam olhando para um cinco de ouros ou para um quatro de paus. Elas não faziam qualquer menção ao fato de haver erros nas cartas.

Por que isso acontecia ? Porque aquilo que vemos não depende apenas do que se encontra realmente à nossa frente, mas também daquilo que estamos procurando - nossas expectativas, nossos pressupostos.

Qualquer coisa pode ser vista de ângulos diferentes. Qualquer um de nós conhece pessoas que, embora tenham vivido acontecimentos semelhantes, tiveram percepções praticamente opostas.

...

Chen, 1996

Bibliografia :
Os 100 segredos das Pessoas felizes
Niven, David, Ph.D.
Sextante
Rio de Janeiro
2001
Pág. 155 e 156

Recordo que alguém perguntou uma vez a um sábio se a humanidade se submergiria na ignorância, supondo-se que algum dia fossem destruídos todos os livros que existem no mundo.

E o sábio respondeu :

"Duas coisas são necessárias para reconstruir imediatamente todos os livros que existem e se tivessem destruído: a Natureza, que é o livro maior que há no Universo, e uma mente que perceba e possa transmitir aos demais as imagens que dela capte. As páginas desse gigantesco livro são os dias e as noites, que cada homem folheia sem cessar enquanto dura sua existência".

González Pecotche

Bibliografia :
Revista Logosofia
Publicação Cultural da Fundação Logosófica
Número 8
Contra Capa

Os Dois Homens

Ria estrepitosamente o senhor da fortuna ao ver o sábio que, entregue às tarefas próprias de seu gênio, não se alterava ante situações econômicas adversas, e com zombaria lhe disse:
- Como é que com tanto saber você não faz uma fortuna como a minha?
- O sábio respondia com invariável calma:
- Você tem uma fortuna sem saber como a conseguiu; eu, ao contrário, sei, sim senhor, e disponho de bens que você não possui. Quer algo maior do que ver um homem que, com fortuna ou sem ela, seja tão digno de respeito, alguém cuja integridade de espírito nem as maiores contrariedades conseguem ferir?
Um dia, o sábio objetou a seu insistente polemista:
- Diga-me: se, de repente você perdesse toda a sua fortuna e ficasse pobre e à mercê do abatimento ocasionado por semelhante situação, o que faria?
- Oh! - respondeu com supresa o endinheirado, - não poderia resistir a esse golpe: eu me mataria em seguida.
- Mas... como?!... - replicou o sábio. - Você não seria capaz de refazer a fortuna que hoje possui?
- Não!... Como poderia eu tolerar viver um só dia sem as minhas riquezas? Impossível!
- Bem... bem... - disse o homem que encarnava a Sabedoria. - Eu, sem que nada afete minha condição de homem capaz, poderia perder cem vezes meus bens materiais e voltar a refazê-los. O tempo, que sei empregar com inteligência, me espera; e aqueles que me conhecem não costumam notar quando tenho muito ou nada tenho disso que move a cobiça humana. No entanto, quando uma fortuna cai, esmaga o homem que a possuía.

Bibliografia :
Revista Logosofia
Publicação Cultural da Fundação Logosófica
Número 8
Página 20

OS TRÊS LEÕES

Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:

- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?

Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:

- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter três reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir?

Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming, etc. eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:

- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.

- Montanha Difícil? Como assim?

- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os três foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:

- Eu sei quem deve ser o rei!!!

Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.

- A senhora sabe, mas como? - todos gritaram para a Águia.

- É simples - confessou a sábia águia - eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.

O primeiro leão disse:

- Montanha, você me venceu!

O segundo leão disse:

- Montanha, você me venceu!

O terceiro leão disse:

- Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.

- A diferença - completou a águia - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.

Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.

Autor Desconhecido

Outro dia, estava eu na calçada esperando uma amiga, quando um homem se aproximou e me pediu informações. Um caso como muitos, que acontecem todos os dias e várias vezes numa vida toda.

De repente, saltou-me à mente aquela cena do meu presente, na relação com aquele homem como que congelada, como se toda a vida parasse ou se traduzisse ali.

Tive consciência de que aquele homem não precisava de nada mais em sua vida a não ser da minha ajuda. Não era necessário dinheiro, influência, poder. Tudo e a única coisa importante era o que eu poderia fazer por ele com a minha cooperação, pois, naquele momento, ele era a minha responsabilidade, ele era o meu compromisso total. E o que eu podia fazer por ele era a única coisa que a vida esperava de mim.

Naquele segundo, meus conhecimentos técnicos, meus diplomas, minhas experiências, tudo da minha vida passada e o meus sonhos de futuro de nada serviriam se eu não pudesse ajudá-lo.

Passou ainda pela minha cabeça que a intenção e a forma como eu faria o que deveria ser feito também teriam um grande significado. Tratá-lo com generosidade e respeito seria o mesmo que acariciar um filho para fazê-lo sentir-se bem e, se eu assim o fizesse, aquele homem iria percorrer o seu trajeto de bem consigo mesmo e com a vida, levando alegria para aqueles que o esperavam.

... A questão é a nossa cosciência sobre o quanto podemos ser úteis a cada segundo de nossas vidas.

Bibliografia :
Evoluir ou... Morrer!
Franceschi, Omar
Editora Mercuryo
1999
Pág. 119 e 120

Você É Desarrumado ou Perfeito?

Li uma história no livro Steps to an Ecology of Mind, de Gregory Bateson.

Era a transcrição de uma conversa que ele tivera com a filha, anos atrás, e vou reproduzi-las aqui.

Um dia, ela o procurou, e fez uma pergunta interessante :

- Papai, por que as coisas se tornam desarrumadas com tanta facilidade ?

- O que está querendo dizer com "desarrumadas", querida ? - perguntou ele.

- Sabe como é, papai. Quando as coisas não são perfeitas. Olhe para a minha escrivaninha agora. Está cheia de coisas. Desarrumada. E ontem à noite me esforcei ao máximo para deixar tudo perfeito. Mas as coisas não permanecem perfeitas. Tornam-se desarrumadas com a maior facilidade !

Bateson pediu à filha :

- Mostre-me como é quando as coisas ficam perfeitas.

Ela arrumou cada coisa nas posições determinadas, e depois disse:

Aí está, papai, agora ficou perfeito. Mas não continuará assim.

E se eu deslocar esta caixa de tinta para cá, por cerca de um palmo ? O que acontece ?

- Ora, papai, agora ficou desarrumado. Além do mais, teria de estar reta, e não torta, como você deixou.

- E se eu mudasse este lápis para cá ?

- Está desarrumado outra vez .

- E se deixasse este livro aberto ?

- Também fica desarrumado !

Bateson declarou então para a filha :

- Querida, não é que as coisas fiquem desarrumadas com mais facilidade. Acontece apenas que você tem mais meios para dessarrumar as coisas, e só tem um meio para deixar tudo perfeito.

A maioria das pessoas cria numerosos meios de se sentir mal, e apenas uns poucos meios de se sentir realmente bem.

Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
1993
Pág. 386 e 387

Milho Bom

Esta é a história de um fazendeiro bem-sucedido.

Ano após ano, ele ganhava o troféu "Milho Gigante" da feira da agricultura do município. Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito.

E o seu milho era cada vez melhor...

Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos, então perguntou:

- Como pode o senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos, quando eles estão competindo com o seu?

O fazendeiro pensou por um instante e respondeu:

- Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento, de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom.

Ele era atento aos laços da vida. O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aprimorada.

Assim é também em outras dimensões da nossa vida. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

Autor Desconhecido

Como manter o amor ?

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia.
Num certo ponto, a menina disse:
- Como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Pega um pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a
mão com mais velocidade a areia escapava.
- Mamãe, mas assim a areia cai!!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que
restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez um pouco de areia e mantem-na na mão semi aberta
como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante
aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não escapa da mão e está protegida
do vento.
- É assim que se faz durar um amor...
- Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre. Se ela voltar será sua
para sempre, se não, é porque nunca foi sua de verdade. A liberdade é o
espaço que a felicidade precisa.

Autor Desconhecido

O Piano

Este mundo é como o piano. Ele produz notas altas ou baixas, conforme as teclas que batemos. Se batermos as teclas de notas altas, teremos notas altas, e se batermos as teclas de notas baixas, teremos notas baixas. E cada um de nós é livre para bater em qualquer tecla, segundo nossa própria escolha. As dificuldades desta vida são como as teclas de notas altas. Batendo em diversas teclas, inclusive as de notas altas, podemos tocar as mais belas músicas da vida. Por isso, não é preciso evitar as notas altas das dificuldades.

Bibliografia :
O Livro dos Jovens
Taniguchi, Masaharu
Seicho-No-Ie do Brasil
28o Edição
2003
Pag. 199
Http://www.sni.org.br

O Diamante

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:

"Aquela pedra! Eu quero aquela pedra."

"Mas que pedra?" pergunta-lhe o Hindu.

"Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre."

Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:

"Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!" E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.

O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.

Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:

"Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!"

Extraído de 'Histórias da Tradição Sufi'
Edições Dervish
1993

SEMEANDO

O velho se chamava Fleming e era um pobre fazendeiro escocês.

Um dia, enquanto trabalhava, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou suas ferramentas e correu em direção aos gritos. Lá chegando, encontrou, enlameado até a cintura, um menino gritando e tentando se safar da morte. O fazendeiro salvou o rapaz de uma morte lenta e terrível.

No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chega à humilde casa do camponês. Um nobre, elegantemente vestido, sai e se apresenta como o pai do menino que o fazendeiro tinha salvo.

- Eu quero recompensá-lo por você salvar a vida do meu filho - disse o nobre.

- Não, eu não posso aceitar pagamento algum pelo que fiz - respondeu o fazendeiro.

Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do casebre.

- É seu filho? - perguntou o nobre.

- Sim - respondeu orgulhosamente o fazendeiro.

- Pois eu lhe faço uma proposta: deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como o seu pai, crescerá e será um homem do qual você ainda terá muito orgulho.

E assim foi.

Tempos depois, o filho do fazendeiro formou-se no St. Mary's Hospital Medical School de Londres e ficou conhecido no mundo todo como o notável Sr. Alexander Fleming, um dos descobridores da penicilina e prêmio Nobel de 1945.

Anos depois, aquele mesmo filho do nobre ficou doente, com pneumonia. E o que o salvou? A penicilina. O nome do nobre que educou Alexander Fleming? Sr. Randolph Churchill. O nome do filho dele? Winston Churchill...

Autor Desconhecido

Saindo com a Mãe

Aquele professor era diferente de todos os demais. Os deveres de casa que ele passava eram sempre surpreendentes. Criativos. Enquanto os outros professores nos mandavam responder perguntas ao final do capítulo ou solucionar os problemas de números tal a tal, ele tinha tarefas bem diversas para nossa classe. Naquela quinta-feira ele falou a respeito do comportamento como um meio de comunicação.

- Nossos atos falam mais do que as palavras. O que as pessoas fazem nos diz algo sobre o que estão sentindo - afirmou. - Agora, como dever de casa, vejam se conseguem mudar uma pessoa, massageando o ego dela ao ponto de perceberem uma mudança em seu comportamento. Na próxima aula, vocês relatarão seus resultados.

Quando cheguei em casa, naquela tarde, olhei para minha mãe e vi que ela estava sentindo muita pena de si mesma. Os cabelos lhe caíam sobre o rosto. A voz parecia um lamento. Enquanto preparava o jantar, ela ficou suspirando. Quando cheguei, não falou comigo. E assim eu também não falei com ela.

O jantar foi triste. Papai estava sem vontade de falar. Foi aí que decidi colocar em ação o dever de casa.

- Mãe, sabe aquela peça que o clube de artes dramáticas da universidade está encenando? Por que você e papai não vão assisti-la hoje à noite?

- Esta noite não dá - disse logo meu pai. - Tenho uma reunião importante.

- Naturalmente - foi a resposta seca de minha mãe.

- Bem, por que não vai comigo? - perguntei. E logo me arrependi. Imagine: um rapaz do segundo grau sair à noite com sua mãe. Mas agora não havia mais conserto. Ela perguntou toda animada:

- De verdade? Rapazes não costumam sair com as mães.

Eu engoli em seco antes de tornar a falar:

- Não existe nenhuma lei dizendo que a gente não pode sair com a mãe. Vá se arrumar.

Ela carregou uns pratos até a pia. Seus passos estavam mais leves, em vez de arrastados. Papai e eu lavamos a louça e ele comentou o quanto eu era um filho atencioso e gentil. Deprimido por causa da proposta que fiz á mamãe, pensei: "Tudo por causa da aula de psicologia."

Mamãe voltou para a cozinha, mais tarde, parecendo cinco anos mais nova. Parecendo não acreditar no que estava acontecendo, ela insistiu:

- Você tem certeza de que não vai sair com ninguém esta noite?

- Agora eu vou. Vamos nessa!" - respondi

A noite não foi tão desagradável como eu pensara. A maioria dos meus amigos certamente fez algo de mais empolgante naquela noite do que assistir a uma peça de teatro. Ao final da noite, minha mãe estava genuinamente feliz. E eu próprio, bastante satisfeito.

Acabei me dando superbem no dever de casa. E aprendi um bocado sobre como fazer alguém feliz.

- - - - - -

Pode ser que não tenhamos dever de psicologia para fazer em casa. Pode ser que nem estejamos estudando. Não importa. Na universidade da vida, o curso não acaba nunca. Sempre é tempo de aprender e exercitar. Por isso, tentemos hoje fazer alguém feliz. Pode ser nosso filho, nosso cônjuge, nossa mãe. Que tal um amigo, um irmão? Ou simplesmente alguém que transite em nosso caminho?

Observemos, ofereçamos nosso tempo, nossa companhia. Façamos um comentário gentil. Abracemos, beijemos, conversemos. Proponhamos um passeio. Um programa diferente. E descobriremos como é bom fazer alguém feliz.

Autor Desconhecido

Meu Piloto

Ele observou o menino sozinho, na sala de espera do aeroporto, aguardando seu vôo.

Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos.

Quando Ogilvie entrou no avião, viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona.

O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro.

Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas.

Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez com que a aeronave balançasse como uma pena ao vento.

A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.

Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor, ficou preocupada com aquilo tudo e perguntou ao menino:

- Você não está com medo?

- Não senhora, não tenho medo - ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir.

E disse com um sorriso: - Meu pai é o piloto.

Loyde John Ogilvie

Existem situações durante nossa vida, que nos lembram um avião passando por uma forte tempestade. Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir seguros, em terra firme. Temos a sensação de que estamos pendurados no ar, sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos e que nos sirva de socorro.

Então, sempre que se sentir inseguro e em situação de perigo, lembre-se:

"O NOSSO PAI É O PILOTO".

Certo dia um rei chamou ao seu palácio o mestre zen Muhak - que viveu de 1317 a 1405 - e lhe disse que, para afastar o cansaço e a tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal com ele. Em seguida, o rei comentou que Muhak parecia um grande porco faminto procurando comida.

"E você, excelência", respondeu Muhak, "parece o Buda Sakiamuni meditando, sobre um pico elevado dos Himalaias".

O rei ficou surpreso com a resposta de Muhak.

"Comparei você a um porco, e você me compara ao Buda?"

"É que um porco só pode ver porco, excelência, e um Buda só pode ver Buda", explicou Muhak com jeito humilde. O rei sorriu, antes de admitir que a resposta de Muhak era uma lição de sabedoria.

365 Zen Sayings, p. 205

A Porta

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, mas levava-os a uma sala onde tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro no outro, sendo que nessa porta havia figuras de caveiras cobertas de sangue.

Então o rei fazia-os ficar em círculo, e dizia:
- Vocês podem escolher: morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram escolheram morrer pelas mãos dos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que há por trás de tão assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então abre a porta vagarosamente, e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente. E vê, surpreso, que a porta levava rumo à liberdade.

Admirado, apenas olha para o rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Autor Desconhecido

O Poder da Educação

Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema, e por isso o haviam convidado.

Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães. A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. Logo em seguida o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada correria ao encalço da lebre. Alcançou-a com destreza, trucidando-a rapidamente.

A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão.

O povo mal continha a respiração. Alguns, mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la, bateu-lhe com a pata e ela caiu. Logo a lebre ergueu-se e se pôs a brincar com o cão. Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.

Então, e somente então, Licurgo falou: - Senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação.

Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim, igualmente, os cães. A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação.

E prosseguiu vivamente o seu discurso, dizendo das excelências do processo educativo: - A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo.

Eduquemos nossos filhos, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos aos seus corações, ensinemos a eles a despojarem-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.

Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no séc. quarto antes de Cristo.

O verbo educar é originário do latim "educare" (ou "educcere"), e quer dizer "extrair", "sacar fora".

Percebe-se, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que floresçam.

Autor Desconhecido

Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o solo com couro.
Cubra os seus pés com calçados e
caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles.

Autor Desconhecido

A felicidade verdadeira não depende de fatores externos.
Assim como a água da fonte brota da terra,
a felicidade real vem de dentro:
de nossos sentimentos, idéias e emoções.

William Lyons Phelps

A Montanha

Filho e pai caminhavam por uma montanha.
De repente, o filho cai, magoa-se e grita:
- Aiii!!

Para sua surpresa, escuta a sua voz repetindo-se em algum lugar na montanha:
- Aiii!!

Curioso o filho pergunta:
- Quem és tu?

E recebe como resposta:
- Quem és tu?

Contrariado grita:
- Covarde!

E escuta como resposta:
- Covarde!

O filho olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isto?

O pai sorri e fala:
- Meu filho, presta atenção.

Então o pai grita em direcção à montanha:
- Eu admiro voce!

A voz responde:
- Eu admiro voce!

De novo, o homem grita:
- És um campeão!

A voz responde:
-És um campeão!

O filho fica espantado. Não entende.
E o seu pai explica:
- As pessoas chamam isto de ECO, mas, na verdade, isto é a VIDA.

A VIDA dá-te de volta tudo o que DIZES, tudo o que DESEJAS DE BOM E DE MAL AOS OUTROS. A VIDA devolve-te toda a BLASFÉMIA, INVEJA, INCOMPREENSÃO, FALTA DE HONESTIDADE que desejas, e que praguejas às pessoas que te rodeiam.

A NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações.

Se queres mais AMOR, COMPREENSÃO, SUCESSO, HARMONIA, FIDELIDADE, cria mais AMOR, COMPREENSÃO, HARMONIA, no teu coração.

Se agires assim, a VIDA te dará FELICIDADE, SUCESSO E AMOR das pessoas que te rodeiam.

Autor Desconhecido

Estratégias & Resultados

Dizem que havia um cego sentado na calçada, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco : "Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário da área de criação que passava em frente a ele parou e viu umas poucas moedas no boné.

Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.

Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia colocado.

O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".

Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera, e não posso vê-la".

Mudemos a estratégia quando não nos acontece alguma coisa...

Mensagem:
"Se é verdade que nada é perfeito, também é verdade que tudo pode ser melhorado."

Autor Desconhecido

A Vidraça e os Lençóis

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido a tudo escutava, calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e, toda empolgada, foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque eu não fiz nada!

O marido calmamente respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

Autor Desconhecido

A Borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo.

Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta, então, saiu facilmente.

Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu ! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é, justamente, o que precisamos em nossa vida.

Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Autor Desconhecido

Cada um na sua

Em um largo rio, de difícil travessia,havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Meu caro barqueiro, você entende de leis?

- Não, senhor - responde o barqueiro.

E o advogado, compadecido:

- É uma pena... Você perdeu metade da vida!

O barqueiro nada responde.

A professora, muito social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?

- Também não sei, senhora responde o remador.

- Que pena... - condói-se a mestra. Você perdeu metade da vida!

Nisso, chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro, preocupado, pergunta:

- Vocês sabem nadar?

- Não! - responderam eles rapidamente.

- Então, é pena... - conclui o barqueiro. Vocês perderam toda uma vida!

Autor Desconhecido

DE PASSAGEM

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, visitar um famoso rabino.

O turista ficou muito surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros.

As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis? - perguntou o turista.

E o rabino, bem depressa, perguntou também:

- Onde estão os seus?

- Os meus?! - disse o turista - Mas eu estou de passagem!

- Eu também - disse o rabino.

Autor Desconhecido

Voe, voe, voe...

De tudo o que existe,
o mais importante está dentro de você.

São as suas qualidades de coragem,
confiança e amor que querem brilhar,
produzir resultados, dar-lhe saúde e paz .

Ponha-as em uso, visando realização,
melhoria e pacificação,
e verá fluírem de dentro
como um pássaro restituído à liberdade.

Renove-se.

Trabalhe com confiança.

Aja com fé no dia de hoje e no de amanhã.

Confie nas suas qualidades,
porque são de Deus.

Tudo melhora por fora
para quem melhora por dentro.

Você é um pássaro preso
quando prende as suas qualidades.

Por isso, voe, mas voe bem alto
e verá do que você é capaz ...

Autor Desconhecido

Árvore dos Problemas

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

O pneu do seu carro furou.

A serra elétrica quebrou.

Cortou o dedo.

E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.

Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.

Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.

Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ?

- Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas.

- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.

- E você quer saber de uma coisa !

- Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

Autor Desconhecido

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto: procure as janelas. Lembre-se da água: ela nunca discute com seus obstáculos, apenas os contorna. Portanto, quando alguém lhe ofender ou frustrar, contorne-o sem discutir.

Autor Desconhecido

Aprender com tudo

- "Se pode aprender algo de qualquer coisa." disse um sábio aos seus discípulos.

- "Cada coisa pode ensinar-nos algo. E não somente o que Deus fez, o que o homem fez também pode ensinar-nos."

- "O que podemos aprender com um trem ?" perguntou um dos estudantes duvidando do mestre.

- "Que num segundo podemos perder tudo." respondeu o Sábio.

- "E do telégrafo ?" outro duvidou.

- "Que cada palavra se conta e se cobra."

- "E do telefone ?"

- "Que o que dizemos aqui, se ouve lá."

Khalil Gibran

Auto - Motivação

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, dormindo apenas quatro horas por dia. Dorme ali mesmo, entre um pequeno torno e algumas ferramentas espalhadas. Para poder continuar seus negócios, empenha sua casa e as jóias da esposa. Quando, finalmente, apresenta o resultado de seu trabalho à uma grande empresa, recebe a resposta que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.

O homem desiste?

Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da chacota de seus colegas e de alguns professores, que o chamam de "louco".

O homem fica ofendido?

Não! Dois anos depois de haver concluído o curso de Qualidade, a empresa que o recusara, finalmente, fecha contrato com ele.

Seis meses depois, vem a guerra. Sua fábrica é bombardeada duas vezes.

O homem se desespera e desiste?

Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa.

Você pensará, é claro: bom, agora sim, ele desiste! Mais uma vez, não!

Imediatamente após a guerra há uma escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel, nem para comprar alimentos para sua família. Ele entra em pânico e decide não mais continuar seus propósitos?

Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas.

Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta e logo ele não conseguiria atender todos os pedidos!

Decide montar uma fábrica para a novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.

Como a idéia parece excelente, consegue ajuda de 3.500 lojas, as quais lhe adiantam uma pequena quantia em dinheiro.

Hoje, a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística!

Esta conquista foi possível porque o Sr. Soichiro Honda, o homem de nossa história, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Quantos de nós, desistimos por muito menos?

Quantas vezes o fazemos antes de enfrentar minúsculos problemas?

Todas as coisas são possíveis, quando sustentadas por sonhos e valores consistentes.

Autor Desconhecido

O obstáculo no nosso caminho

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.

Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.

Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.

De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.

A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

Autor Desconhecido

VIVER COMO AS FLORES

"Mestre, como faço para não me aborrecer?

Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.

Algumas são indiferentes.

Sinto ódio das que são mentirosas.

Sofro com as que caluniam.

Pois viva como as flores!, advertiu o mestre.

Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.

Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.

Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.

Os defeitos deles são deles e não seus.

Se não são seus, não há razão para aborrecimento.

Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.

Isso é viver como as flores."

Autor Desconhecido


"...Olhe sempre o lado belo da vida. Enquanto uma mosca busca uma única ferida num corpo inteiramente limpo, uma abelha é capaz de achar uma única flor no meio de um pântano. Seja como a abelha, mesmo que tudo à sua volta seja lama, você há de encontrar uma flor que venha adoçar sua vida. Olhe o lado belo da vida..."

Minutos de Sabedoria, C. Torres Pastorino

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores saiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.

Certo dia, alguém viu ele se aproximar com seu exército, de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.

Quando o pessoal escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.

Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias haviam chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e ali lhe cortasse um galho de uma árvore. O guerreiro achou aquilo uma besteira. -"Esse velho deve estar gagá. Que último desejo mais besta." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.

-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco, pois todo mundo sabe que isso já não é mais possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então lhe respondeu:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder".

Autor Desconhecido

Tolerância

Um diretor de empresa com poder de decisão, gritou com seu gerente porque estava com muito ódio naquele momento.

O gerente, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de gastar demais, com um bom e farto almoço à mesa.

A esposa nervosa gritou com a empregada que acabou quebrando um prato que caiu no chão.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara, enquanto limpava os cacos de vidro.

O cachorrinho saiu correndo de casa e acabou mordendo uma senhora que ia passando pela rua.

Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.

O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua esposa, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua esposa, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o, dizendo: Querido, prometo que amanhã farei o seu prato favorito. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você durma tranqüilo. Amanhã você vai sentir-se bem melhor. E retirando-se e deixou-o sozinho com os seus pensamentos.

Naquele momento, rompeu-se o CÍRCULO DO ÓDIO, porque esbarrou-se com a TOLERÂNCIA, a DOÇURA, o PERDÃO e o AMOR.

Se você está ou se colocaram você em um CÍRCULO DE ÓDIO, lembre-se de que com TOLERÂNCIA, DOÇURA, PERDÃO e AMOR pode-se quebrá-lo.

Autor Desconhecido

ALERTA!!! VÍRUS ATACAM SUA MENTE

As pessoas andam muito preocupadas com os vírus em seus programas de computador, mas se esquecem que há certos tipos de pensamentos automáticos que provocam verdadeiras panes em suas próprias mentes.

Passe agora um ANTIVÍRUS em seu cérebro!

Se detectar algum desses vírus, delete-o imediatamente:

Vírus 1: Pensamento sempre/nunca: Esse vírus ocorre quando você pensa que alguma coisa que aconteceu vai SEMPRE se repetir, ou que você NUNCA vai conseguir o que quer. Variantes do vírus: Ele SEMPRE me diminui, ninguém vai telefonar pra mim, Eu NUNCA vou conseguir um aumento, Todo mundo se aproveita de mim, meus filhos NUNCA me ouvem. Quando você perceber este vírus, delete-o usando os programas da sua consciência.

Vírus 2: Vírus do negativismo: Ocorre quando seus pensamentos refletem apenas o lado ruim de uma situação e ignoram qualquer parte boa. Delete-o com o programa otimismo.

Vírus 3: Vírus de prever o futuro: Esse terrível vírus ocorre quando você prevê o pior resultado possível de uma situação. Ele provoca um colapso em suas iniciativas, fazendo-o desistir antes de tentar. O antivírus para este é cair na real. Afinal, se você pudesse prever o futuro, seria um bilionário da loteria agora.

Vírus 4: Vírus de leitura das mentes: Este vírus está agindo sempre que você acha que sabe o que as pessoas estão pensando, mesmo que elas não lhe tenham dito nada. O antivírus é lembrar que já é meio difícil ler a própria mente, quanto mais a dos outros.

Vírus 5: Vírus pensar com sensações: Estes vírus em geral te infectaram em alguma situação desagradável no passado. Agora, situações semelhantes vão provocar pensamentos negativos: "Eu tenho a sensação que isso não vai dar certo"... Simplesmente DELETE O BICHO!

Vírus 6: Vírus da culpa: Substitua palavras como: eu deveria, eu preciso, eu poderia, eu tenho que... por: eu quero, eu vou, eu posso fazer assim... Não fique centrado no passado. Use o "antivírus momento presente".

Vírus 7: Vírus rotulação: Sempre que esse vírus coloca um rótulo em você mesmo ou em outra pessoa, ele detém a sua capacidade de ter uma visão clara da situação: Variantes - Tonto, frígida, arrogante, irresponsável e mais de um milhão de rótulos auto-instaláveis. O rótulo generaliza, transformando a realidade das pessoas em imagens virtuais de sua imaginação infectada. O melhor anti-vírus pra ele é o "ampliação da consciência.exe".

Vírus 8: Vírus da personalização: Esse faz você levar tudo pro lado pessoal. Exemplo: Quando alguém passa por você de cara amarrada e não te cumprimenta, o vírus faz CRER que a pessoa certamente está com raiva de você. A "expansão da consciência.exe" deleta muito bem este tipo de vírus.

Vírus 9: Vírus culpar os outros exe: É o pior de todos os vírus do pensamento! Ao culpar automaticamente os outros pelos problemas da sua vida, este vírus o torna impotente para responsabilizar-se pelo próprio destino. Incapaz de mudar qualquer coisa. Use o "antivírus da auto-estima" e pare de projetar nos outros as suas próprias culpas.

Use como anti-vírus palavras como: Eu gosto de... Eu faço isto por você... Eu amo você... Você é meu amigo... Vamos sorrir juntos... Que tal um abraço... Como vai você?

Autor Desconhecido

Floquinhos de algodão

Dar sem esperar receber...

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.

Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.

A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a amizade.

Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.

Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.

As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos.

Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.

Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez o menino procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.

Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão:
Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO.

A todos que dava CARINHO, apenas dizia:"Obrigado por receber meu carinho".

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.

Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.

Um outro fez o mesmo...Mais outro...e outro...até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

Autor Desconhecido

Parte de um Poema de Maharishi, intitulado "AMOR"

O sol brilha, e ele brilha para sempre em plenitude. Talvez as nuvens estejam se acumulando. Deixe-as ir e vir; assim como vieram, elas se irão. Não preste atenção na chegada delas, siga seu caminho. Abra seu caminho através das nuvens, se elas estiverem no caminho. Não tente dissipá-las, não se deixe dominar por elas; elas irão da mesma maneira que vieram. Elas nunca ficam paradas, mas se você quiser fazer uma pausa para vê-las murchar, espere um pouco. O vento está soprando de qualquer maneira, para limpar as nuvens do seu caminho. Apenas espere para ver as nuvens murchando, e o sol, o mesmo velho sol do amor, brilhará novamente, na plenitude da sua glória.

Bibliografia :
O Maharishi
Mason, Paul
Editora Nova Era
Rio de Janeiro
1997
Pag. 99

VOEM JUNTOS, MAS NUNCA AMARRADOS.

Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo - o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas na tenda do velho feiticeiro da tribo e falaram:

Nós nos amamos e vamos nos casar. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte. O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia e, apenas com uma rede e tuas mãos, caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

- E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva.

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratava de belos exemplares.

- E agora, o que faremos? Perguntou o jovem.

Nós as matamos e depois bebemos à honra de seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?

- Não, disse o feiticeiro! Apanhem as aves e as amarrem entre si pelas patas, com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros...

A águia e o falcão tentaram alçar vôo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves jogavam-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.

- E o velho disse: jamais esqueçam o que estão vendo. Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos...

Mas nunca amarrados.

Autor Desconhecido

MILHO DE PIPOCA

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com ele, a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.

Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.

Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você, o que é ? Uma pipoca estourada ou um piruá?

Pense nisso.

(Rubem Alves)

A LIÇÃO DO FOGO

Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria.

O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.

No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.

Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão: Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho. Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

Autor Desconhecido

HISTÓRIA DO BURRO

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando. A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante !

Recorde-se das 5 regras para ser feliz:

1. Liberte o seu coração do ódio.
2. Liberte a sua mente das preocupações.
3. Simplifique a sua vida.
4. Dê mais e espere menos.
5. Ame-se mais e...aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema.

Autor Desconhecido

A PARÁBOLA DA ROSA

Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente. Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, "Como pode uma flor tão bela, vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa e antes mesmo de estar pronta para desabrochar, ela morreu. Assim é com muitas pessoas.

Dentro de cada alma há uma rosa: São as qualidades dadas por Deus.

Dentro de cada alma temos também os espinhos: São as nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e conseqüentemente, isso morre. Nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas. Portanto alguém mais deve mostrar a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do AMOR. Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma, e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

Portanto Sorriam, e descubram as rosas que existe dentro de cada um de vocês, e das pessoas que amam...

Autor Desconhecido

A FLAUTA MÁGICA

Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.

Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa.

Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros.

E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:

- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdinho...

Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.

Cuidado com o leão surdo.

Autor Desconhecido

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar o fundamento zen aos jovens.

Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.

Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...

Autor Desconhecido

Uma bióloga, que estudava o comportamento de peixes, descreveu o seguinte :

- Costumava colocar os peixes em grandes aquários, separados por lâminas de vidro, para que pudesse estudar cada espécie individualmente. Um dia decidi remover uma das lâminas de separação para limpá-la. Ao voltar com a lâmina, para recolocá-la em seu lugar, me surpreendi com o que vi. Os peixes não haviam se misturado.

Quantas vezes, em nossas vidas nós agimos exatamente como aqueles peixes, respeitamos limites que já não existem mais.

Bibliografia :
Modelagem de Excelência
Vieira, Dra. Deodete Packer
Editora Eko
Blumenau
1996
Pag. 75

Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras.

A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.

Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, lá vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava de novo. Então ele começou a ficar desanimado e pensou:

"Jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!”

Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras, e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.

Autor Desconhecido

ACEITAR O "ESPINHO" ALHEIO...

Durante a Era Glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se junta em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que lhes forneciam calor. E, por isso tornavam a se afastar uns dos outros. Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.

Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

Sobreviveram!

O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue aceitação dos próprios defeitos.

Autor Desconhecido

O Pedreiro

Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com a sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto como um favor.

O pedreiro não gostou mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia. Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa dele terminar a carreira. Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída.

Depois deu a chave da casa ao pedreiro e disse:
"Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você". O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente....

O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente.

Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.

Alguém já disse que: "A vida é um projeto que você mesmo constrói".

Tuas atitudes e escolhas de hoje estão! construindo a "casa" em que vai morar amanhã. Portanto a construa com sabedoria!

Autor Desconhecido

A MENINA DO VESTIDO AZUL

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local no mais lamentável estado suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo. Assim raciocinou o mestre: "é uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul."

Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas. Ao fim de uma semana, disse o pai: "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"

E assim fez o humilde casal. Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua e os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas residências.

Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos, quando por isso passou um político que, bem impressionado, disse: "é lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro. Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.

E pensar que tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país. Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação.

É difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul.

Autor Desconhecido

Capacidade

Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água. A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava de baixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse:

- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

- Como?

O ancião respondeu:

- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não seria capaz.

Autor Desconhecido

Era uma vez uma corrida de sapinhos !

O objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:

"Que pena !!! esses sapinhos não vão conseguir... ...não vão conseguir..."

E os sapinhos começaram a desistir.

Mas havia um que persistia e continuava a subida

em busca do topo...

A multidão continuava gritando :

"... que pena !!! vocês não vão conseguir !..."

E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um...

menos aquele sapinho que continuava tranqüilo...

embora cada vez mais arfante.

Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...

A curiosidade tomou conta de todos.

Queriam saber o que tinha acontecido...

E assim, quando foram perguntar ao sapinho

como ele havia conseguido concluir a prova,

aí sim conseguiram descobrir...

que ele era surdo !

Não permita que pessoas com o péssimo hábito de serem negativas, derrubem as melhores e mais sábias esperanças de nosso coração !

Lembre-se sempre :
Há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos...
Portanto, procure sempre ser
POSITIVO !

Autor Desconhecido

As pequenas coisas ...

São as coisas pequenas que nos ensinam muito.

Num dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia.

Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam no final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa : em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, rindo de mãos dadas, e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição :

Tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto do nosso tempo e de nossa energia para serem construídas, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento com as pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir ou apagar o que levamos tanto tempo para construir.

E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar, será capaz de rir e recomeçar.

Autor Desconhecido

A nuvem das circunstâncias.
(parábola criada por José Predebon)

Duas gaivotas, da tribo onde viveu Fernão Capelo, voavam juntas, conversando.

Ocorreu a uma delas dizer que seu sonho era se tornar uma ave magnífica, que voasse alto como nenhuma outra. E perguntou qual seria o sonho da companheira.

Ela respondeu que sonhava ter sempre a comida garantida.

Mas veja, lá em baixo, o mar cheio de peixes, disse a primeira, ao que a outra retrucou que caçar era incerto e dava trabalho.

De repente e por acaso, elas atravessaram a nuvem mágica que transforma os sonhos em realidade.

A primeira se tornou uma grande águia, visitou os maiores cumes e viveu gloriosamente como queria, feliz.

A outra se transformou em uma galinha poedeira, e também viveu feliz, na segurança de um galinheiro com a ração garantida.

Todos nós podemos atravessar aquela nuvem, e circunstâncias que ninguém adivinha de repente tornam realidade o que se deseja.

É preciso sonhar grande, para não acabar tendo uma felicidade pequena.

José Predebon - www.motiva.com.br

ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião das ferramentas para acertar as diferenças.

O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.

A causa?

Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu também que fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.

Dizia que ela era muito áspera com o tratamento aos demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição que fosse expulso o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o trabalho.

Utilizou o metro, a lixa, o martelo e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.

Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalhou com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes".

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas, o metro era preciso e exato. Sentiram-se, então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.

Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

Ocorre o mesmo com os seres humanos, basta observar e comprovar.

Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa.

Ao contrário, quando se busca com sinceridade o ponto forte dos outros, florescem as melhores conquistas.

É fácil encontrar defeitos. Qualquer um pode fazê-lo.

Mas encontrar qualidades, isto é para os sábios.

Autor desconhecido - texto retirado da revista The Lion

O Catatônico

Em um hospital psiquiátrico dos Estados Unidos, John Grinder e Richard Bandler seguiam a equipe de médicos enquanto estudavam os padrões de comportamento e cura de graves doentes mentais. Conforme conta em um de seus relatos, John observou uma porta de acesso vetada aos visitantes. Perguntou do que se tratava e descobriu que lá se encontravam casos "sem solução", como o de um homem catatônico. Pessoas classificadas como catatônicas mostram-se apáticas a qualquer estímulo, ficam paralisadas por completo, abobalhadas.

John pediu permissão para entrar. Passando sozinho pela porta principal, logo deu em um salão hospitalar, com uns sofás, alguns equipamentos de fisioterapia espalhados e afins. O local, meio vazio, possuía duas cadeiras em um dos cantos.

Lá estava o homem, que há mais de seis meses não fazia absolutamente nada. Com cara de nada, olhando para baixo, meio arqueado, mudo e calado, catatônico. Seu nome era Louis.

John sentou-se a 45 graus do homem, em uma cadeira próxima, de madeira com braços de poltrona, igual à dele, e ficou cerca de 35 minutos ali, catatônico como Louis. Respirava cuidadosamente junto com Louis e manteve essa condição até que se sentisse tão em sintonia com ele quanto fosse possível.

Foi então que, do nada, de repente John, com um cigarro apagado na mão, ergueu a cabeça e disse de supetão: "Você tem fogo?"

O "catatônico" deu um salto na cadeira, olhou para John e disse-lhe com vigor: "Nunca mais faça isso!"

Essa foi a primeira resposta que se conseguiu eliciar de Louis em meses - e foi também a base para o início de descobertas fascinantes ...

Bibliografia :
Autonomia para vencer
Riecken, Claudia
Editora Gente
São Paulo
1999
Pag. 151 e 152

VOCÊ É IMPORTANTE

Uma professora de Nova York decidiu homenagear seus alunos do último ano colegial, dizendo a cada um deles a sua importância.

Usando um processo desenvolvido por Hélice Bridges, de Del Mar, Califórnia, ela chamou todos os alunos em frente à classe, um de cada vez. Primeiro, disse a eles como eram importantes para ela e para a classe. Então presenteou cada um deles com um laço azul com uma frase impressa em letras douradas:

"Eu sou importante".

Depois, a professora resolveu desenvolver um trabalho com a classe para ver que tipo de impacto o reconhecimento teria sobre a comunidade. Deu a cada aluno mais três laços e os instruiu para que saíssem e disseminassem a cerimonia de reconhecimento. Em seguida eles deveriam acompanhar os resultados, ver quem homenagear quem, e relatar à classe dentro de cerca de uma semana.

Um dos alunos foi até um executivo júnior de uma empresa próxima e o condecorou por ajudá-lo no planejamento de sua carreira. Então, deu-lhe dois outros laços e disse:

- Estamos fazendo um trabalho para a escola sobre reconhecimento, e gostaríamos que você procurasse alguém para homenagear, que o presenteasse com um laço azul, e que lhe desse outro laço para ela homenagear uma terceira pessoa, disseminando esta cerimonia de reconhecimento. Em seguida, por favor, procure-me novamente e conte-me o que aconteceu.

Mais tarde naquele dia, o executivo júnior procurou seu chefe, que, por falar nisso, era tido até então como um cara rabugento. Pediu ao chefe que se sentasse e disse-lhe que o admirava profundamente por ser um gênio criativo. O chefe pareceu muito surpreso. O rapaz, perguntou-lhe se aceitaria o laço azul como presente e se permitia que ele o colocasse. Seu chefe surpreso disse:

- Bem certamente

O executivo júnior pegou o laço de fita azul e colocou-o no paletó do chefe bem em cima do coração. Ao dar ao chefe o último laço disse:

- O senhor me faz um favor? Receberia este outro laço e o passaria adiante homenageando outra pessoa? O garoto que me deu o laço está fazendo um trabalho para a escola e queremos que esta cerimonia de reconhecimento prossiga, para descobrir como ela influência as pessoas.

Naquela noite, ao chegar em casa, o chefe procurou seu filho de quatorze anos e pediu que se sentasse. Ele disse:

- Hoje me aconteceu uma coisa incrível. Estava em meu escritório e um dos executivos juniores entrou, disse que me admirava e me deu este laço azul por me considerar um gênio criativo.

Então, ele prendeu este laço que diz: "Eu sou importante" no meu paletó, bem sobre meu coração . Deu-me um outro laço e pediu-me que homenageasse uma outra pessoa. Esta noite, voltando para casa, comecei a pensar a quem homenagearia com este laço e pensei em você.

Quero homenagear você. Meus dias são muitos tumultuados e, quando chego em casa, não lhe dou muita atenção. Algumas vezes grito com você por não tirar boas notas na escola e por seu quarto estar uma bagunça, mas de qualquer forma, esta noite eu gostaria apenas de me sentar aqui e, bem dizer-lhe que você é importante para mim. Além de sua mãe, você é a pessoa mais importante em minha vida.

Você é um grande garoto e eu amo você.

O sobressaltado garoto começou a soluçar, e não conseguia parar de chorar. Todo o seu corpo tremia. Ele olhou para o pai e disse através de lágrimas:

- Papai, eu planejava cometer o suicídio amanhã, porque achava que você não me amava. Agora não preciso mais.

Trecho extraído do livro CANJA DE GALINHA PARA A ALMA, escrito e compilado por Jack Canfield & Mark Victor Hansen.

Eu decido...

O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

- Ele sempre te trata com tanta grosseria?

- Sim, infelizmente é sempre assim.

- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?

- Sim, sou.

- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?

- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

Nós somos nossos "próprios donos". Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.

Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.

Autor Desconhecido

Em um dia de vento,

dois monges estavam discutindo sobre uma bandeira esvoaçando no ar.

O primeiro afirmou: "Digo que a bandeira está se movendo, não o vento."

O segundo disse: " Digo que o vento está se movendo e não a bandeira."

Um terceiro monge passava por ali e disse: "O vento não está se movendo.

A bandeira não está se movendo. A mente de vocês é que está se movendo."

Parábola Zen

OS MACACOS

Era uma vez um rei cujo reino havia sido invadidos por macacos, o que muito o aborrecia pois eles eram tantos e tão irritantes que ninguém conseguia sequer trabalhar.

Eles devoravam as plantações, roubavam os depósitos dos comerciantes e destruíam o trabalho dos artesãos. O rei, desesperado para encontrar uma soluçao, investiu todos os recursos do reino na exterminação dos macacos.

Todavia, para cada macaco morto, parecia qua mais dois surgiam da selva.

Desesperado por não conseguir acabar com os macacos, e com o reino falido, o rei terminou a vida na pobreza e no desalento.

Seu filho mais velho havia constatado com espanto o que acontecia no reino, e quando subiu ao trono, decidiu que, em vez de tentar exterminar os macacos, iria encontrar uma forma de fazer com que servissem ao reino. Seu primeiro ato foi tentar ser amistoso com eles e, assim, mandou plantar árvores de plátano e bananeiras em grande quantidade. Qual não foi sua surpresa ao constatar que os macacos estavam ocupados saboreando as frutas que deixaram de incomodar os cidadãos. Aconteceu que, quando um reino próximo tentou invadi-los, foram os macacos que lutaram mais bravamente para proteger seu território.

Da mesma maneira, em lugar de esforçar-se para anular seu ego, ame cada parte de si mesmo incondicionalmente e deixe de julgar-se. Só assim seu "lado escuro" poderá se dissolver na luz do amor incondicional.

Bibliografia :
Hei, Deus! - É hora de despertar - Ascensão dos Ishayas
Ishaya, Sakti
Ishaya, Bhushama
Master Book
São Paulo
2002
Pag. 64 e 65

Uma Xícara de Chá

Nan-in, um mestre japônes durante o período Meiji (1868-1912), recebeu um professor universitário que o visitou para fazer perguntas sobre o zen.

Nan-in serviu chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e depois continuou a servir mais chá nela.

O professor observou o derramamento de chá até não poder mais se controlar. "Já está derramando. Não cabe mais nada!"

"Como esta xícara", disse Nan-in, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso lhe mostrar o zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara?"

Revista Planeta - Edição 327 - Ano 27 - Dezembro 99 - Página 38

O Sapo e a Cobra

Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho.

- Alô! Que é que você está fazendo estirada na estrada?

- Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha, e você?

- Um sapo. Vamos brincar?

E eles pularam a tarde toda pela estrada.

- Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando pelo tronco.

E eles subiram.

Ficaram com fome e foram embora, cada um para sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.

- Obrigada por me ensinar a pular.

- Obrigado por me ensinar a subir em árvore.

Em casa o sapinho mostrou à mãe que sabia rastejar.

- Quem ensinou isto para você?

- A cobra, minha amiga.

- Você não sabe que a família cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de rastejar por aí. Não fica bem.

Em casa, a cobrinha mostrou à mãe que sabia pular.

- Quem ensinou isso para você?

- O sapo, meu amigo.

- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu com a família Sapo?

Da próxima vez, agarre o sapo e... bom apetite! E pare de pular. Nós cobras não fazemos isso.

No dia seguinte, cada um ficou na sua.

- Acho que não posso rastejar com você hoje.

A cobrinha olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: "Se ele chegar perto, eu pulo e devoro ele".

Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e deslizou para o mato. Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficavam sempre ao sol, pensando no único dia em que foram amigos.

"O Livro das Virtudes"- uma antologia de William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira

Dois Cachorros

Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos:

"Dentro de mim existem dois cachorros: Um deles é cruel e mau, o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando."

Então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga.

O sábio índio parou, refletiu e respondeu:

"Aquele que eu alimento"

Autor Desconhecido

"O vento é o mesmo ... e sua resposta é diferente em cada folha ..."

Autor Anônimo

AS DUAS VIZINHAS

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.

Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:

- Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas. Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que iria pensar no caso.

Pelo caminho foi matutando:

- Essa dona Maria não me engana: está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.

Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. "Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa". Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete: "Aceito sua proposta de paz e, para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou.

"Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá.".

Alguns dias depois, dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.

É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, além de um cartão com a seguinte mensagem:

"Estas flores são o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. AFINAL, CADA UM DÁ O QUE TEM EM ABUNDÂNCIA EM SUA VIDA".

Autor Anônimo

Mudança de Paradigmas

Certa vez um executivo resolveu pescar no final de semana. Como bom executivo, ele fez um planejamento detalhado, comprou a melhor vara, o melhor anzol, a melhor isca, o melhor carro para transportar o equipamento e escolheu no mapa o melhor rio, onde havia o melhor peixe.

Chegando no local, ele se instalou no melhor lugar, às margens do rio, lançou sua isca no rio e esperou. Uma hora, duas horas, três horas e nada! Ele não conseguiu pescar nenhum peixe.

Eis que chega um pescador descalço, chapéu na cabeça, cigarro de palha na boca e uma varinha de bambu sobre o ombro. Ele se senta, lança sua isca no rio e logo pesca um peixe enorme. Retira o peixe da água, olha para ele, e o devolve ao rio. O executivo fica intrigado com aquilo.

Pouco depois, ele pesca outro peixe enorme. Mais uma vez, ele o devolve ao rio. O executivo começa a ficar irritado.

Finalmente, pesca o terceiro peixe, novamente um peixe enorme, e o devolve ao rio. O executivo não agüentou e achou que aquilo era provocação. Levantou-se e foi até ele tomar satisfações.

Escuta aqui, faz três horas que eu estou aqui, com a melhor vara, o melhor anzol, a melhor isca, e não consigo pescar nada. O senhor chega, pesca três peixes enormes, um depois do outro, e os devolve ao rio. O senhor deve estar querendo me provocar, não é mesmo?

- Não senhor! Não me leve a mal, por favor. É que lá em casa eu só tenho fôrmas pequenas para assar peixe. De que me adianta levar para casa aqueles peixes enormes se eles não vão caber nas minhas fôrmas?

Esta metáfora nos fala sobre mudança de paradigmas. Paradigmas são as "fôrmas" nas quais vamos encaixando o mundo, a realidade, nossas experiências, nossas percepções.

Assim como na história, às vezes será necessário ampliar ou modificar nossas fôrmas a fim de que elas possam conter novos elementos, os "peixes grandes" (ou diferentes) que a vida nos manda.

...

Bibliografia :
Parte do artigo : Mudança de Paradigmas
Escrito por Nelly Beatriz M. P. Penteado
Extraído do Site http://www.geocities.com/nellypenteado/35paradigm.htm

O Anel

Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- C...Claro, professor - gaguejou o jovem. Mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele.

Só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse: - Professor, sinto muito, mas foi impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante, meu jovem - contestou o professor sorridente - devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.

Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, que não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente... O jovem correu emocionado até a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Senta - disse o professor. E depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor??? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Autor Desconhecido

Perguntado sobre como era criar uma obra de arte, Michelângelo respondeu: "Dentro da pedra já existe uma obra de arte. Eu apenas tiro o excesso de mármore!"

Dentro de você já existe uma linda obra de arte, a mais bela do universo. Seu grande desafio é retirar o excesso de mármore e completá-la. Nós somos os artistas da nossa criação!

A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua autocriação.

O SUCESSO É SER FELIZ

BARULHO DE CARROÇA

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

- "Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz..."

Autor Desconhecido


Conta uma popular lenda do Oriente Próximo, que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoa vive neste lugar ?

- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ?" - perguntou por sua vez o ancião.

- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou: - A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoa vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta: - Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu: - Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:

- Como é possível dar respostas tão diferente à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu :

- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.

Autor Desconhecido

Olimpíadas Especiais

Certa vez, em uma das provas das Olimpíadas Especiais, nos Estados Unidos, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.

Os outros oito ouviram o choro.

Diminuíram o passo e olharam para trás.

Então eles viraram e voltaram. Todos eles.

Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou e deu um beijo no garoto, dizendo:

- Pronto, agora vai sarar.

E os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.

O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos.

E você?

Tem voltado para ajudar os outros a vencer?

Autor Desconhecido

GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída.

Um garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azuis.

- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito ?

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou :

- Quanto dinheiro você tem ?

Sem exitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse :

- Isto dá, não dá ?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, continuou. Eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

- Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado.

Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou :

- Este colar foi comprado aqui?

- Sim senhora.

- E quanto custou?

- Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.

A moça continuou:

- Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha!

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens. Enquanto suas mãos tomavam o embrulho ela retornava ao lar emocionada ...

Autor Desconhecido

FLORES RARAS

Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo, um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida.

O problema é que ela não conseguia conciliar tudo.

O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo tempo e ela estava sempre em débito em alguma área. Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido...

E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: Uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo. A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.

Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.

Ela chegava em casa, e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.

Então ela passava direto.

Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto! A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.

A jovem chorou muito, e contou ao pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: eu já imaginava que isso aconteceria, e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa.

Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família.

Todos são bênçãos que o senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.

Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada,e se esqueceu de cuidar dela.

Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu: Filha! Cuide das pessoas que você ama!

Autor Desconhecido

Um casal de idosos comemora suas Bodas de Ouro após longos anos de matrimônio.

Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou:

- Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura.

Ela espalhou manteiga na parte de cima do pão e deu ao marido a outra metade.

Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse:

- Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que deverias tê-la, já que tanto a aprecias.

(Do livro O Mercador e o Papagaio, de Nossrat Peseschkian, Papirus Editora)

"As coisas não precisam continuar sendo feitas como sempre foram feitas"

(autor desconhecido)

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de banana.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançaram um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiamo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão batendo...

"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito". Albert Einstein

A Lição do Bambu Chinês

(sabedoria chinesa)

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, por aproximadamente 5 anos exceto lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Uma maciça e fribosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo contruída.

Então, no final do 5o Ano, o bambu chinês, cresce até atingir a altura de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu: Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês.

Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos.

Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5o Ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava ...

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, e de nossos sonhos...

Em nosso trabalho, especialmente, que é um projeto fabuloso, que envolve mudanças... de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos!!!

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

Extraído de um Folheto da : ANIMAVERSUM - 22/02/2002

A importância Univxrsal dx Cada Um

(autor dxsconhxcido)

Apxsar dx minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, xla funciona bxm, com xxcxção dx uma txcla. Há quarxnta x duas txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isto faz uma grandx difxrxnça.

Txmos qux txr cuidado para qux nosso grupo funcionx como xsta máquina dx xscrxvxr x qux todos os sxus mxmbros trabalhxm como dxvxm.

Ninguxm txm o dirxito dx pxnsar: "Afinal, sou apxnas uma pxssoa x sxm dúvida não faz muita difxrxnça a minha participação dxntro do grupo." Comprxxndxmos qux, para um grupo podxr progrxdir xficixntxmxntx, nxcxssário sx faz qux todos participxm ativamxntx.

Sxmprx qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr x diga a si próprio: "Xu sou uma das txclas importantxs xm todas as atividadxs dx qux participo x os mxus sxrviços são nxcxssários. - Txnho importância Univxrsal."

Extraído do Site : www.stgermain.org.br

Você já observou bem de perto, um cristal de rocha ?

À primeira vista, ele não passa de um simples mineral, frio, servindo apenas como objeto de decoração. Porém, essa frieza é só aparente. Pesquisando, estudando, perquirindo até o cerne, o homem descobriu que uma minúscula partícula do cristal de rocha - ou quartzo - possui vibrações suficientes para alimentar com espantosa precisão aparelhos de alta tecnologia.

O surpreendente poder do quartzo, durante séculos protegido no interior da terra, guardando em suas entranhas o mistério da cristalização da força, é hoje amplamente empregado pela ciência nos mais avançados e engenhosos empreendimentos em benefício da humanidade.

No lugar da aparente frieza do quartzo o que existe, na verdade, além de uma sonora transparência e rara limpidez, é uma forte, poderosa e pura energia.

O homem sabe disso, hoje, porque não se contentou com o que simplesmente via no cristal em seus aspectos externos, mas penetrou fundo e amadureceu na realidade do valioso mineral.

Assim como no quartzo, também dentro de você lateja uma energia imensa, concentrada, a ser pesquisada e desenvolvida para que possa movimentar mais precisamente esse majestoso e supremo engenho que é sua própria existência.

Extraído do Folheto : Descubra em você essa Energia da Ordem Rosacruz (www.amorc.org.br)

Uma história do Talmude

Encontrava-se Rabi Meir na Casa de Estudos quando morreram seus dois filhos. Era shabat, dia de descanso, e Brúria, sua esposa, não quis interromper-lhe a reza para avisá-lo. Quando Rabi Meir retornou a casa, Brúria lhe disse que precisava de um conselho para um problema que a afligia:

"Há muito tempo emprestaram-me duas jóias preciosas para que eu as cuidasse. Eram tão lindas que me apeguei muito a elas. Agora vieram pedi-las de volta. Mas ficaram comigo tanto tempo que as sinto minhas. Que devo fazer?"

"Mas como?", respondeu Rabi Meir, "você ficaria com o que não lhe pertence? Se foram emprestadas, têm que ser devolvidas."

"Foi o que aconteceu", contou-lhe então Brúria:
"Deus nos emprestou aquelas duas jóias preciosas, e agora as quis de volta".

Adaptada do Talmude
Livro de sabedoria judaico

Bibliografia:
Revista Thot
Uma publicação da Associação Palas Athena
Número 60
1995
Pág. 40

Quando Richard Bandler e John Grinder estavam fazendo terapia particular, eram conhecidos como os mestres da interrupção de padrões. Bandler contou-me uma história sobre uma visita a uma instituição para doentes mentais e o procedimento com um homem que insistia que era Jesus Cristo, não metaforicamente, não em espírito, mas em carne. Um dia Bandler foi lá para encontrar esse homem.

"Você é Jesus ?", perguntou.

"Sim, meu filho", respondeu o homem.

Bandler disse: "Voltarei em um minuto".

Aquilo deixou o homem um pouco confuso. Em três ou quatro minutos, Bandler voltou trazedo uma fita métrica. Pedindo ao homem que abrisse os braços, Bandler mediu a largura de seus braços e a altura da cabeça ao dedo do pé. Depois disso, Bandler saiu. O homem que dizia ser Jesus ficou um pouco preocupado. Um pouco mais tarde, Bandler voltou com um martelo, alguns pregos grandes e afiados e uma porção de tábuas. Começou a prendê-los em forma de uma cruz.

O homem perguntou: "O que está fazendo ?"

Enquanto Richard punha os últimos pregos na cruz, perguntou: "Você é Jesus ?"

Outra vez o homem respondeu: "Sim, meu filho".

Bandler disse: "Então você sabe por que estou aqui".

De alguma forma, o homem subitamente lembrou-se quem ele era na realidade. Seu velho padrão já não parecia uma idéia boa.

"Eu não sou Jesus ! Eu não sou Jesus !" começou o homem a gritar.

Caso encerrado.

Bibliografia:
Poder sem Limites
Robbins, Anthony
Editora Best Seller
5o Edição
1987
Pág. 264 e 265

Uma reunião dos Alcoólicos Anônimos, Estados Unidos. O monitor faz um breve discurso: “palavras são só palavras, cada um interpreta de um jeito. Mas hoje, nada de palavras. Vocês vão travar contato direto com a realidade, nua e crua”. Ele pega então dois frascos de vidro, enche um com água e outro com álcool. Pega um pequenino verme e deixa-o cair no frasco com água. O verme afunda, alguns segundos depois começa a movimentar-se, chega à superfície e nada até a borda.

O monitor apanha novamente o verme, deixando-o cair desta vez no frasco com álcool. Ele novamente afunda, só que dessa vez permanecendo inerte. Instantes depois ele começa a se desintegrar. Depois de algum tempo, dele só resta um borrão acinzentado turvando a cristalinidade do líquido.

O monitor pergunta: “todos viram?”. Sim, todos. “E a que conclusão podemos chegar?”. Uma mão se levanta: “Entendo que, se bebermos álcool, não teremos vermes”.

Autor : Ruben Bauer
Parte do Artigo : Convivencialidade, Autopoiesis e Aprendizagem Organizacional
Extraído do Site : www.bauer.pro.br

A LAGOSTA

A lagosta cresce formando e largando uma série de cascas duras, protetoras. Cada vez que ela se expande, de dentro para fora, a casca confinante tem de ser mudada. A lagosta fica exposta e vulnerável até que, com o tempo, um novo revestimento vem substituir o antigo.

A cada passagem de um estágio de crescimento humano para outro, também temos de mudar uma estrutura de proteção. Ficamos expostos e vulneráveis, mas também efervescentes e embriônicos novamente, capazes de nos extendermos de modo antes ignorado.

Essas mudanças de pele podem durar vários anos; entretanto, se sairmos, de cada uma dessas passagens, entramos num período mais prolongado e mais estável, no qual podemos esperar relativa tranquilidade e uma sensação de reconquista de equilibrio.

Citado em "Passagens" de Gail Sheehy

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.

Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.

Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.

Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.

Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...

Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.

Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.

Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.

Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério.

Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

Pense nisso!

Autor Desconhecido

GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída.

Uma garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquezas azuis.

- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

- Quanto dinheiro você tem?

Sem exitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse:

- Isto dá, não dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, continuou. Eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com um fita verde.

- Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado.

Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Este colar foi comprado aqui?

- Sim senhora.

- E quanto custou?

- Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.

A moça continuou:

- Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.

O homem, tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar.

Ela deu tudo que tinha! O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens. Enquanto suas mão tomava o embrulho ela retornava ao lar emocionada.

Verdadeira doação, é dar-se por inteiro sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.

E a gratidão, é sempre a manifestação de Deus para com pessoas que tem riqueza de emoções e altruísmo.

Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão como Amor é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

Autor Desconhecido

O HOMEM É FRUTO DE SI MESMO

Existiu, há muito tempo, um velho guerreiro e seu discípulo. Estre discípulo não conseguia compreender que tudo o que acontecia com ele era fruto de seu próprio apego às coisas inventadas por ele mesmo em seu dia-a-dia.

Uma vez, depois de muito pensar, o discípulo perguntou ao mestre:
- Diga-me, mestre, o que é o vento ?

O mestre esperou um pouco e lhe respondeu:
- A idéia que você faz dele.

O discípulo voltou a perguntar-lhe:
- Mestre, o que são nossos medos ?

Ao que o mestre disse:
- Os fantasmas criados por você mesmo ao longo das idades.

E outra vez o discípulo perguntou ao mestre:
- Porque eu sou isto (um homem).

- Você é o que é, porque diz a si mesmo que é assim (um homem).

Depois o mestre riu às gargalhadas e saiu cavalgando numa nuvem, até desaparecer.

Bibliografia:
Edições Planeta - ZEN-BUDISMO
Número 136-A / Janeiro de 1984
Severino, Roque Enrique (Argentino e professor de Filosofia Oriental)
Editora Três
Pág. 18


"Se pode aprender algo de qualquer coisa", disse um sábio aos seus discípulos.

"Cada coisa pode ensinar-nos algo. E não somente o que Deus fez, o que o homem fez também pode ensinar-nos."

- "O que podemos aprender com um trem ?", perguntou um dos estudantes duvidando do Mestre.

- "Que num segundo podemos perder tudo.", respondeu o sábio.

- "E do telégrafo ?", outro duvidou.

- "Que cada palavra se conta e se cobra."

- "E do telefone ?"

- "Que o que dizemos aqui, se ouve lá."

Bibliografia:
O Novo Cérebro
Spritzer, Dr. Nelson
L & PM Editores
1995
Pág. 181


Perguntaram a um sábio :

- "Nossos mestres sempre nos ensinaram que não há nada neste mundo que não tenha o seu respectivo lugar.

Assim, também o homem tem o seu devido lugar.

Por quê, então, as pessoas se sentem tão oprimidas ?"

- "Ora, simples : porque cada um quer ocupar o lugar do outro", respondeu o sábio.

Bibliografia:
O Novo Cérebro
Spritzer, Dr. Nelson
L & PM Editores
1995
Pág. 48


Um dia, disse o olho :
- "Vejo, além destes vales, uma montanha velada pela cerração azul. Não é bela ?"

O ouvido pôs-se à escuta e, depois de ter escutado atentamente por algum tempo, disse :
- "Mas onde há montanha ? Não ouço nada !"

Então, a mão falou :
- "Estou tentando em vão senti-la ou tocá-la e não encontro montanha alguma !"

E o nariz disse :
- "Não há montanha alguma. Não sinto o cheiro !"

O olho voltou-se para o outro lado e todos começaram a conversar sobre a estranha alucinação do Olho e diziam :
- "Há qualquer coisa errada com o Olho ..."

Khalil Gibran

SINTONIA

Para aprender a viver na freqüência Divina é preciso dar 3 passos: sintonizar, afinar e refinar.

Se está um pouquinho fora da estação, você ouve, mas não ouve bem.

Se você afina as cordas do violão fora do tom do diapasão, o som não fica bom.

Estar em sintonia é estar perfeitamente ajustado e afinado na forma de pensar com a divindade.

Estando em perfeita sintonia com Deus você cresce todo dia.

(Ken O`Donnell - Brahma Kumaris)

PEDRAS GRANDES

Um professor de ciências de um colégio queria demonstrar um conceito aos seus alunos.

Pegou um vaso de boca larga e colocou algumas pedras dentro.

Então, perguntou à classe:

- Está cheio?

Unanimemente, os alunos responderam:

- Sim!

O professor então pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso.

Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as rochas grandes.

Então, perguntou aos alunos:

- E agora, está cheio?

Desta vez alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:

- Sim!

- O professor então levou uma lata cheia de areia e começou a derrama-la dentro do vaso.

A areia preencheu os espaços entre os pedregulhos.

Pela terceira vez, o professor perguntou:

Então, está cheio?

Agora a maioria dos alunos estava receosa, mas novamente muitos responderam:

- Sim!

O professor então mandou buscar um jarro de água e jogou- a dentro do vaso.

A água saturou a areia.

Neste ponto, o professor perguntou à classe:

- Qual o objetivo dessa demonstração?

Um jovem e brilhante aluno levantou a mão e respondeu:

- Não importa quanto a “agenda” da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá “espremer” dentro mais coisas!

- Não - respondeu o professor - o ponto é o seguinte:

A menos que você coloque as pedras grandes em primeiro lugar dentro do vaso, nunca mais conseguirá coloca-las lá dentro.

As pedras grandes são as coisas importantes de sua vida: seu relacionamento com Deus, sua família, seus amigos, seu crescimento pessoal e profissional.

Se você preencher sua vida somente com coisas pequenas, como demonstrei com os pedregulhos, com areia e a água, as coisas realmente importantes nunca terão tempo nem espaço em sua vida.

Autor Desconhecido

PESSOAL QUE TAL REFORMATAR O COMPUTADOR ?

DE um CLIQUE DUPLO neste 2002!
ARRASTE JESUS para o seu DIRETÓRIO PRINCIPAL.
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Que Ele seja seu MODELO.

Para FORMATAR sua vida:
JUSTIFIQUE-A e ALINHE-A
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sem QUEBRAS na sua caminhada.
Que JESUS não seja apenas
Um ÍCONE, um ACESSÓRIO
uma FERRAMENTA, um RODAPÉ, mas o CABEÇALHO,
a LETRA CAPITULAR, a BARRA DE ROLAGEM de seu caminhar.

Que Ele seja a FONTE da graça
para sua ÁREA DE TRABALHO,
o PAINT para COLORIR seu sorriso,
a CONFIGURAÇÃO de sua simpatia,
a NOVA JANELA para VISUALIZAR
o TAMANHO de seu amor,
o PAINEL DE CONTROLE,
para CANCELAR seus RECUOS
COMPARTILHAR seus RECURSOS e
ACESSAR o coração de suas amizades...
COPIE tudo que é bom
DELETE seus ERROS.

ABRA as BORDAS de seu coração
REMOVA dele o VIRUS do egoísmo,
Antes de FECHAR,
Coloque JESUS nos seus FAVORITOS
CLIQUE agora em OK
para ATUALIZAR seus BANCOS DE DADOS !

Autor Desconhecido

Instalando um programa

Num departamento de "Atendimento ao Cliente"...

Atendente: Boa tarde Senhora. Em que posso ser útil?

Cliente: Comprei o seu programa AMOR, mas até agora não consegui instalar. Eu não sou técnica no assunto, mas acho que posso instalar com a sua ajuda. O que eu devo fazer primeiro?

Atendente: O primeiro passo é abrir o seu CORAÇÃO. A senhora encontrou seu CORAÇÃO?

Cliente: Sim, encontrei. Mas há diversos programas funcionando agora. Tem algum problema em instalar o AMOR enquanto outros programas estão funcionando?

Atendente: Quais programas estão funcionando, senhora?

Cliente: Deixe-me ver... Eu tenho BAIXAESTIMA.EXE, RESSENTIMENTO.COM, ODIO.EXE e RANCOR.EXE funcionando agora.

Atendente: Nenhum problema. O AMOR apagará automaticamente RANCOR.EXE do seu sistema operacional atual. Pode ficar em sua memória permanente, mas não vai causar problemas por muito tempo para outros programas. O AMOR vai reescrever BAIXAESTIMA.EXE em uma versão melhor, chamada AUTOESTIMA.EXE. Mas a senhora tem que desligar completamente ODIO.EXE e RESSENTIMENTO.COM. Esses programas impedem que o AMOR seja instalado corretamente. A senhora pode desligá-los?

Cliente: Eu não sei como desligá-los. Você pode me dizer como?

Atendente: Com prazer! Vá ao Menu e clique em PERDAO.EXE. Faça isso quantas vezes for preciso, até o ODIO.EXE e RESSENTIMENTO.COM serem apagados completamente.

Cliente: Ok! Terminei! O AMOR começou a instalar-se automaticamente. Isso é normal?

Atendente: Sim, é normal. A senhora deverá receber uma mensagem dizendo que reinstalará a vida de seu coração. A senhora tem essa mensagem?

Cliente: Sim, eu tenho. Está completamente instalado?

Atendente: Sim. Mas lembre-se a senhora só tem o programa de modelo básico. A senhora precisa começar a se conectar com outros CORAÇÕES a fim de obter melhorias.

Cliente: Oh! Meu Deus! Eu já tenho uma mensagem de erro. Que devo fazer?

Atendente: O que diz a mensagem?

Cliente: Diz "ERRO 412 - O PROGRAMA NÃO FUNCIONA EM COMPONENTES INTERNOS". O que isso significa?

Atendente: Não se preocupe, senhora. Este é um problema comum. Significa que o programa do AMOR está ajustado para funcionar em CORAÇÕES externos, mas ainda não está funcionando em seu CORAÇÃO. É uma daquelas complicadas coisas de programação, mas em termos não-técnicos, significa que a senhora tem que "AMAR" sua própria máquina antes que possa amar outra.

Cliente: Então, o que devo fazer?

Atendente: A senhora pode achar o diretório chamado "AUTO-ACEITACAO"?

Cliente: Sim, encontrei.

Atendente: Excelente! A senhora está pegando prática nisso!

Cliente: Obrigada!

Atendente: De nada. Faça o seguinte: clique nos arquivos BONDADE.DOC, AUTOESTIMA.TXT, VALORIZE-SE.TXT, PERDAO.DOC e copie-os para o diretório "MEU CORAÇÃO". O sistema irá reescrever todos os arquivos em conflito e começará a consertar a programação defeituosa. Também a senhora precisa apagar AUTOCRITICA.EXE de todos os diretórios e depois esvazie a sua lixeira para certificar-se de que nunca voltem.

Cliente: Consegui! Meu CORACAO está cheio de arquivos realmente puros! Eu tenho no meu monitor, agora, o SORRISO.MPG e está mostrando que PAZ.EXE, CONTENTAMENTO.COM e BONDADE.COM foram instalados automaticamente no meu CORAÇÃO.

Atendente: Então, terminamos! O AMOR está instalado e funcionando, Ah! Mais uma coisa antes de eu ir.

Cliente: Sim?

Atendente: O AMOR é um freeware (programa grátis). Faça o possível para distribuir uma cópia de seus vários modelos a quem a senhora encontrar e, dessa forma, a senhora receberá de volta dessas pessoas novos modelos verdadeiramente puros.

Cliente: Obrigada pela sua ajuda!

Atendente: Que tal agora fazer um up-grade no seu coração e colocar uma versão mais moderna do AMOR? Não perca tempo, pois você deve saber que essas coisas precisam ser atualizadas quase que diariamente.

Autor e fonte desconhecidos


... Isto me trouxe uma memoria ... de quando eu era menino.

Veio uma tempestade e milhares de estrela-do-mar foram jogadas na praia.

Uma linda menina estava pegando as estrela-do-mar ... jogando-as de volta no oceano.

Eu perguntei: - "Para que isso ?"

"Você só conseguirá salvar umas poucas. Que diferença faz ?"

Ela olhou para mim e disse: - "Para aquela ali faz diferença."

"Para aquela ali, faz diferença." - disse a menininha.

Ela fez uma diferença ali, para aquela estrela-do-mar.

Fez diferença para ela, porque estava conectada com outro ser.

A vida consiste de conexões.

Você só esta vivo quando se conecta.

Extraído da fita de vídeo : SANTO HOMEM

"A mente é como um pára-quedas, só funciona quando aberta."

Lorde Thomas Dewar


O inconsciente é como uma terra fértil que recebe uma semente; depois de um determinado tempo, faz que ela germine e amadureça. Há nele uma parte que já semeamos, e frequentemente com sementes nocivas, e uma outra parte que deve ainda ser revolvida e cultivada que está sempre ao nosso alcance e pronta para ser fertilizada, sendo, portanto, da máxima importância fecundá-la com sementes positivas e construtivas.

Bibliografia:
O Eu e o Inconsciente
Batà, Angela Maria L. S.
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 34


Estabelecer uma comunicação eficaz é como fazer uma viagem. Primeiro você decide para onde quer ir, isto é, o destino desejado. Então imagina como vai fazer essa viagem e a quem convidar para ir junto. E você pode viajar, de carro, de bicicleta ou a pé.

Digamos que você decida ir de carro. Você precisa então definir qual o melhor caminho, o que mais lhe agrada, e enquanto faz isso, precisa lembrar ou procurar saber dos pontos e sinais que lhe indicarão se você esta na estrada certa. E se seu companheiro de viagem tiver um destino diferente do seu, você precisa saber em que ponto ele vai ficar. Então, quando chegar a seu destino, você precisa decidir onde quer ficar e certificar-se de que está fazendo tudo aquilo que deseja fazer.

Portanto, assim como uma viagem começa pela decisão sobre o destino que se quer tomar, o processo de uma comunicação eficaz se inicia com a definição do resultado desejado.

Bibliografia :
Qualidade começa em mim: Manual neurolinguístico de liderança e comunicação
Chung, Tom
Editora Maltese
São Paulo
1994
pág. 107 e 108

A águia e as galinhas

"Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.

Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:

- Isto não é uma galinha, é uma águia!

O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!

O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa...

Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse: - Voa, você é uma águia, assuma sua natureza !

- Mas a águia não voou, e o camponês disse: - Eu não falei que ela agora era uma galinha !

O naturalista disse: - Amanhã, veremos...

No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.

O naturalista levantou a águia e disse: - Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...

A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou, de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul."

James Aggrey em "A águia e a galinha" de Leonardo Boff.

Buda ia fazer, certa vez, um discurso muito especial e milhares de seguidores vieram de milhas de distância.

Quando Buda apareceu, ele estava segurando uma flor. Ele sentou-se debaixo de uma árvore e olhou para a flor. O tempo passava, mas Buda não dizia nada. A mutidão esperou e esperou e ele não falava. Ele nem mesmo olhava para eles, apenas continou olhando para a flor. Os minutos se passavam, depois horas, e as pessoas se tornavam impacientes. Então Mahakashyap, um de seus discípulos, sorriu.

Buda chamou-o com um gesto, colocou a flor nas mãos dele e disse :

"Seja o que for que pode ser dito, através das palavras, eu lhes disse, e aquilo que não pode ser dito através das palavras dou a mahakashyap. A chave não pode ser comunicada verbalmente."

Assim nasceu o Zen, de um sorriso, espontâneo.

Buda foi a fonte, mahakashyap foi o primeiro, o mestre original do Zen.

A chave foi passada para outros e ainda hoje está viva, ainda abre a porta.

Célebre episódio sobre o nascimento do Zen

Lembranças

Um velho sábio chinês estava caminhando por um campo de neve, quando viu uma mulher chorando. Dirigiu-se a ela e perguntou? - Porque choras?

- Porque me lembro do passado, da minha juventude, da beleza que via no espelho...Deus foi cruel comigo por me fazer lembrar. Ele sabia que, ao recordar a primavera da minha vida, eu sofreria e acabaria chorando.

O sábio, então, em silêncio ficou contemplando o campo de neve, com o olhar fixo em determinado ponto...

A mulher, intrigada com aquela atitude, parou de chorar e perguntou: O que estás vendo aí?

- Eu vejo um campo florido, disse o sábio. Deus foi generoso comigo por me fazer lembrar. Ele sabia que, no inverno, eu poderia sempre recordar a primavera e sorrir.

(Dr. CELSO CHARURI)

Extraído do Site www.saintgermain.org.br

Frase de Amir Klink, navegador e iatista brasileiro :

"Já ancorado na Antartida, ouvi ruídos que pareciam de fritura. ...

Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada.

O efeito visual era belissimo.

Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo: calma, você terá muito tempo para isso ...

Nos 367 dias que se seguiram o fenômeno não se repetiu.

Algumas oportunidades são únicas."

Atitude é Tudo

Jerry é o tipo de cara que você adora odiar. Ele estava sempre de bom humor e tinha sempre algo de positivo para dizer. Quando alguém lhe perguntava como ele estava, ouvia a resposta:" Melhor, impossível !".

Ele era um gerente único, porque tinha vários garçons que o seguiam de restaurante para restaurante. A razão porque eles o seguiam era devido a sua atitude. Ele era um motivador natural. Se algum funcionário estava num mau dia, lá estava Jerry dizendo para ele o lado positivo da situação.

Ver este estilo realmente me deixou curioso, então, um dia fui até ele e perguntei: "Eu não entendo, você não pode ser otimista o tempo todo. Como você consegue?". Ele respondeu: "A cada manhã eu acordo e digo para mim mesmo: Jerry, você tem duas escolhas hoje: você pode escolher estar de bom humor ou pode escolher estar de mau humor. Eu escolho estar de bom humor".

E cada vez que algo de ruim acontece, eu posso escolher ser uma vítima ou eu posso escolher aprender com a situação. Eu escolho aprender. Todas as vezes que alguém me vem com reclamações, eu posso escolher aceitar as reclamações ou eu posso apontar o lado positivo da vida. Eu escolho o lado positivo da vida.

"É, tudo bem, mas não é tão fácil", eu protestei.

"Sim, é", disse Jerry. A vida se refere a escolhas. Quando você descarta o superficial, toda situação é uma escolha. Você escolhe como reagir à situação. Você escolhe como as pessoas vão afetar o seu humor. Você escolhe estar de bom ou mau humor. Em conclusão: é uma escolha sua, como você vive a vida".

Eu refleti sobre o que Jerry me disse. Pouco tempo depois, eu deixei o ramo de restaurante para começar o meu próprio negócio.

Nós perdemos contato, mas freqüentemente pensava nele, quando eu fazia uma escolha sobre a vida, ao invés de simplesmente reagir impulsivamente.

Muitos anos depois, eu soube que Jerry havia feito algo que você nunca poderia fazer no ramo de restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta. Pela manhã, ele estava cercado por três assaltantes armados e enquanto ele tentava abrir o cofre, suas mãos, tremendo pelo nervosismo, erraram a combinação. Os assaltantes ficaram em pânico e atiraram nele.

Por sorte, Jerry foi encontrado logo e levado para o hospital. Após 18 horas de cirurgia e semanas na UTI, Jerry teve alta do hospital, mas com alguns fragmentos de bala em seu corpo.

Eu encontrei Jerry após seis meses do acidente. Quando eu lhe perguntei como ele estava, ouvi a resposta: "Melhor impossível, quer ver as cicatrizes?"

Não quis ver seus ferimentos, mas perguntei o que havia lhe passado pela cabeça quando os assaltantes apareceram.

"A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos", ele respondeu, "então, quando estava no chão, eu me lembrei que eu tinha duas escolhas: eu poderia viver, ou poderia morrer. Eu escolhi viver"

"Você não ficou com medo? Você perdeu a consciência?", perguntei.

Jerry continuou: "Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que eu ia ficar bem. Mas quando eles me levaram para a sala de emergência e eu via a expressão dos médicos e enfermeiras, eu fiquei com muito medo. Nos olhos deles eu podia ler - esse é um homem morto. - Assim, eu soube que eu precisava reagir".

"O que você fez ?", perguntei.

"Bem, havia uma enfermeira grandona, robusta, me fazendo perguntas. Ela me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu disse que sim. Os médicos e enfermeiras pararam tudo e esperaram a minha resposta. Eu respirei fundo e gritei: Balas ! Em meio às gargalhadas, eu gritei que estava escolhendo viver e que devia ser tratado como se eu estivesse vivo, não morto".

Jerry viveu graças as habilidades dos médicos, mas também por causa da sua surpreendente atitude. Eu aprendi com ele que todos os dias, nós temos a escolha de viver plenamente.

Enfim, atitude é tudo!

Francie Baltazar-Schwartz

Se lembre do principal

Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia :

"Entre e apanhe tudo o que você desejar e se lembre do principal. Lembre-se, também, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade e se lembre do principal. ..."

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente :

"Você só tem oito minutos."

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou ... Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco e o desespero, sempre. O mesmo acontece, às vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte :

"Se lembre do principal !!!"

Adaptada de um Autor desconhecido

Um orfanato vietnamita foi atingido por um bombardeio ...

Entre os feridos, uma menina de 8 anos. Os médicos precisavam fazer uma transfusão, mas como?

Reuniram as crianças e, entre gesticulações, esbarradas no dialeto local, tentavam explicar que precisavam de um voluntário para doar sangue.

Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado e espetaram-lhe uma agulha na veia.

Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço. O médico perguntou se estava doendo e ele negou.

Mas não demorou muito e voltou a soluçar, contendo as lágrimas. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto.

Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira da região e começou a conversar com o garoto.

Seu rostinho se aliviou e ficou novamente tranqüilo. A enfermeira então explicou aos americanos: “ Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia Ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer”.

O médico se aproximou dele e perguntou: “Mas se era assim, porque você se ofereceu para doar seu sangue?”

E o menino respondeu simplesmente: “Ela é minha amiga”.

Autor desconhecido

Sufi Bayazid nos conta, o seguinte de si mesmo :

"Na juventude, eu era um revolucionário e assim rezava: 'Dai-me energia, ó Deus, para mudar o mundo!'

Mas notei, ao chegar à meia-idade, que metade da vida já passara sem que eu tivesse mudado homem algum.

Então, mudei minha oração, dizendo a Deus: 'Dai-me a graça, Senhor, de transformar os que vivem comigo dia a dia, como minha família e meus amigos; com isso já ficarei satisfeito ...'

Agora que sou velho e tenho os dias contados, percebo bem quanto fui tolo assim rezando.

Minha oração, agora, é apenas esta: 'Dai-me a graça, Senhor, de mudar a mim mesmo'

Se eu tivesse rezado assim, desde o princípio, não teria esbanjado minha vida."

O Soldado Japonês

Durante a Segunda Guerra Mundial, no ápice da expansão japonesa no Pacífico, havia guarnições japonesas em praticamente todas as pequenas ilhas espalhadas por uma grande extensão do aceano. Quando os japoneses começaram a perder a guerra, muitas dessa ilhas foram tomadas e derrotadas, mas algumas simplesmente passaram despercebidas. Nessa ilhas, pequenos grupos de soldados ou sobreviventes isolados esconderam-se em cavernas, em lugares inacessíveis. Quando a guerra acabou, muitos desses sobreviventes não souberam disso. Continuaram a lutar, mantendo da melhor forma possível suas armas enferrujadas e seus uniformes estraçalhados, totalmente isolados, desejando profundamente poder entrar de novo em contato com o comando geral.

Vamos imaginar a posição de tal soldado. Seu governo o chamou, treinou-o e enviou-o para uma ilha selvagem para defender e proteger seu povo contra a grande ameaça externa. Como cidadão obediente e leal, ele sobreviveu a muitas privações e batalhas durante todos os anos da guerra. Quando a intensidade da batalha diminuiu, ele ficou sozinho, ou com uns poucos outros sobreviventes. Durante todos esses anos levou adiante a batalha da melhor maneira que podia, sobrevivendo as mais terríveis circunstâncias. Apesar do calor dos insetos e das chuvas tropicais, continuou leal às instruções que lhe tinham sido dadas pelo seu governos tanto tempo atrás. Como deveria ser tratado este soldado ao ser encontrado ? Seria fácil rir dele, chamá-lo de estúpido por continuar a lutar uma guerra que já terminado há mais de trinta anos.

Em vez disso, sempre que um desses soldados era localizado, o primeiro contato era feito com todo o cuidado. Um oficial de alta patente do exército japonês colocava seu velho uniforme, tirava sua espada de samurai do armário e, num antigo barco militar, partia para a ilha onde o soldado perdido havia sido encontrado. Lá, penetrava na mata, chamando o soldado até que ele respondesse. Quando encontrava, o oficial agradecia-lhe, com lágrimas nos olhos, por sua lealdade e coragem.

Em seguida, pedia que lhe contasse as experiências por que havia passado e lhe dava as boas-vindas. Somente algum tempo depois, com toda a delicadeza, o soldado era informado de que a guerra havia terminado e seu país estava novamente em paz, e por isso ele não precisava mais continuar lutando. Quando chegava em casa era recebido como herói, com desfiles e medalhas, por uma multidão que lhe agradecia e comemorava sua árdua luta e sua volta para junto do seu povo.

(Esta história foi contada no livro Heart of the mind, de Connirae e Steve Andreas. Reproduzimo-la aqui, com nossos agradecimentos a Greg Brodsky.)

Bibliografia:
Transformação Essencial
Andreas, Connirae
Andreas, Tamara
Summus Editorial
1996
Pág. 79 e 80

Nasrudim às vezes levava as pessoas para viajar em seu barco. Um dia, um pedagogo exigente contratou-o para transportá-lo ao outro lado de um rio muito largo.

Assim que se lançaram à água, o sábio perguntou-lhe se faria mal tempo.

"Não me pergunte nada sobre isto", disse Nasrudim.

"Você nunca estudou gramática ?"

"Não", disse o Mulla.

"Neste caso, metade de sua vida foi desperdiçada."

O Mulla não disse nada.

Logo desabou uma terrível tempestade. O pequeno e desorientado barco de Mulla começou a encher de água.

Ele se inclinou para o companheiro.

"Alguma vez você aprendeu a nadar ?"

"Não", disse o pedante.

"Neste caso, caro mestre, TODA sua vida foi perdida, pois estamos afundando."

Bibliografia:
The exploits of the Incomparable Mulla Nasrudim
Shah, Indries
Dutton
New York
1972
Pág. 18

A Vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sitio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Chegando, constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

-Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui ?

E o senhor calmamente respondeu:

-Meu amigo, nos temos uma vaquinha que nos da vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nos produzimos queijo, coalhada, etc, para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

-Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajuda-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sitio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sitio para sobreviver. Apertou o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava ha uns quatro anos e o caseiro respondeu:

-Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha) :

-Como o senhor melhorou este sitio e esta muito bem de vida?

E o senhor entusiasmado, respondeu:

-Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Dai em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades, que nem sabíamos que tínhamos. Assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

Texto de autor desconhecido.

O purgatório e o paraíso

A um rabino muito justo foi permitido que visitasse o purgatório (Gehena) e o paraíso (GanEden).

Primeiramente foi levado ao purgatório, de onde provinham os gritos mais horrendos dos rostos mais angustiados que já virá. Estavam todos sentados numa grande mesa. Sobre ela, se viam iguarias, comidas das mais deliciosas que se possa imaginar, com a prataria e a louça mais maravilhosa que jamais se vira. Não entendendo porque sofriam tanto, o rabino prestou mais atenção e viu que seus cotovelos estavam invertidos, de tal forma que não podiam dobrar os braços e levar aquelas delícias às suas bocas.

O rabino foi levado ao paraíso, onde se ouvia deliciosas gargalhadas e onde reinava um clima de festa. Porém, ao observar, para sua surpresa, encontrou o mesmo ambiente: todos sentados à mesma mesa que vira no purgatório, contendo as mesmas iguarias, as mesmas louças e os mesmos cotovelos invertidos.

Mas ali havia um detalhe muito especial: cada um levava a comida à boca do outro.

Bibliografia:
A Cabala do Dinheiro
Bonder, Nilton
Editora Imago
10a Edição

Trem da Vida

Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: Nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....

Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos,amigos e amores maravilhosos. Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos.Portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles. O que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles... . Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas.... Mas, jamais, retornos.

Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros. Procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor. Lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso. Porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades.... Acredito que sim. Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste. Mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram....E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos Sorridentes, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila. Que tenha valido à pena. E que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.

Texto de autor desconhecido.

Uma Lição para refletir

Numa grande empresa trabalhava Álvaro, um funcionário sério, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com 20 anos de casa.

Um belo dia, Álvaro vai ao presidente da empresa fazer uma reclamação: - Tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, e agora me sinto um tanto injustiçado. Juca, que esta conosco ha somente três anos, esta ganhando mais que eu.

O patrão fingiu não ouvi-lo e, cumprimentando, falou:

- Foi bom você ter vindo aqui. Tenho um problema para resolver e você podera ajudar-me. Estou querendo dar ao nosso pessoal uma sobremesa para o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Vá até lá e verifique se tem abacaxi.

Álvaro, sem entender, saiu da sala e foi cumprir a missão a ele designada. Em cinco minutos estava de volta.

- Como foi ? - disse o patrão.

- Verifiquei como o senhor mandou e a barraca tem o abacaxi, disse Álvaro.

- E quanto custa cada? - perguntou o patrão.

- Isto eu não perguntei! - respondeu Álvaro.

- Eles tem quantidade suficiente para atender todos os funcionários? - perguntou o patrão.

- Não sei. - respondeu Álvaro.

- Muito bem, Álvaro, sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco. Pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Quando Juca entrou na sala o patrão foi logo dizendo:

- Juca estou querendo dar ao nosso pessoal uma sobremesa para o almoço hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas, vá até lá e verifique se tem abacaxi.

Em oito minutos Juca estava de volta.

- E então, Juca? - perguntou o patrão.

- Tem abacaxi, sim. Tem quantidade suficiente para todo o pessoal e se o senhor quiser eles tem também laranja e banana.

- E o preço? - perguntou o patrão.

- Bom o abacaxi eles estão vendendo a R$1,00 o quilo, a banana a R$0,50 o quilo e a laranja a R$20,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a quantidade era grande eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado o abacaxi. Caso o senhor resolva, eu confirmo. Agradecendo a Juca pelas informações o patrão dispensou-o e voltou-se para Álvaro na cadeira ao lado e perguntou-lhe:

- Você perguntou alguma coisa quando entrou em minha sala hoje. O que era mesmo?

- Nada sério, patrão - respondeu Álvaro.

Texto de autor desconhecido.

Dois vendedores, Tom e Jerry, esquiavam nas montanhas quando avistaram um urso que andava à procura de alimento. Ao mesmo tempo, aparentemente, o urso os avistou e, virando-se, começou a caminhar em sua direção.

- Olha lá aquele urso - disse Tom. - O que ele come ?

Jerry, que se orgulhava de sempre saber tudo, respondeu:

- Alguns ursos preferem frutas silvestres e mel, mas aquela espécie ali é carnívora.

- O que significa isso ?

Jerry sempre suspeitara que Tom não fosse muito inteligente. Achava que ele deveria estudar mais e observar mais os fatos, mas Tom preferia ouvir o que seus clientes diziam e imaginar novas formas pelas quais poderiam beneficiar-se com seus produtos.

- Carnívoros significa que o urso come carne - disse Jerry.

- Quer dizer que ele come gente ?

- É.

- Não tem nenhuma árvore aqui por perto; é melhor corrermos.

Jerry então começou a fazer um sermão :

- Aquele urso é capaz de correr a uma velocidade de trinta quilômetros por hora, e suas pernas são tão fortes que ele pode acelerar muito mais depressa do que um ser humano; portanto, não vai adiantar nada tentar fugir correndo.

Tom sentou-se, descalçou as botas de alpinismo, tirou os tênis da mochila e começou a calçá-los.

- Por que é que você esta fazendo isso ? - perguntou Jerry. - Acabei de dizer que você não vai conseguir correr mais do que o urso.

- Não preciso correr mais que o urso. Basta eu correr mais do que você !

Bibliografia:
Força de venda : o Método Silva de controle mental para profissionais de vendas Silva, José
Bernd Jr., ED
Editora Record
1996
2a Edição
Pág. 198, 199

O acaso e a coincidência são o resultado de causa não-reconhecida.

Uma breve história irá ilustrar esse princípio. Um dia uma folha caiu em uma floresta da Califórnia. Caiu ao solo, e uma lagarta verde, que avançava aos poucos pelo caminho, teve que se desviar bruscamente da folha. A lagarta subiu em uma tora de árvore. Quando ela atingiu o topo da tora, um homem se aproximou e ali sentou-se, esmagando-a. Ele deu um pulo e sentiu a gosma na calça. Ao voltar para casa, ele mudou de roupa e levou a calça para a lavanderia local. Lá encontrou uma jovem, começaram a conversar, e depois foram juntos até a cafeteria mais próxima. Passaram a se encontrar, se apaixonaram, casaram e tiveram um filho. Esta criança, por ser muito inteligente, foi um ótimo aluno na escola, formou-se em advocacia e entrou para a política, crescendo em seu partido.

Assim, porque um dia uma folha caiu na floresta, Richard Nixon, tornou-se o 37o presidente dos Estados Unidos. Causa e efeito.

Bibliografia:
O Método Silva de Controle Mental para mudar a sua vida
Silva, José
Goldman, Burt
Editora Record
1995
4a Edição
Pág. 42

A lenda do monge e do escorpião

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.

O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.

Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

" Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão! "

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu: "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

Autor desconhecido

Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias atitudes, sabendo que cada um dá o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

A criança é como o Sol

Sobre a superfície da Terra ocorrem chuvas, ventos e tempestades. Isso é comparavel aos diversos aspectos do comportamento das crianças.

mesmo quando a superfície da Terra encontra-se fustigada pela tempestade, acima das nuvens o céu continua azul e o Sol permanece brilhando.

A superfície da Terra, nesta comparação, é a aparência fenomênica, enquanto o Sol, que brilha permanentemente sobre as nuvens, é a natureza verdadeira ou a Imagem Verdadeira do ser humano.

Da mesma forma que o Sol brilha sem cessar, independentemente das intempéries fenomênicas, a natureza verdadeira da criança, é sempre de bem absoluto, independentemente da imagem de criança boa ou má que se manifesta na forma.

Bibliografia:
Educação do Filho de Deus
kanuma, Keiyo
Seicho-No-Ie
6a Edição
1999
Pág. 36

Pontos de vista

Uma vez uma companhia enviou um vendedor de sapatos a uma cidade na África aonde ele nunca tinha vendido. Ele era um dos vendedores mais antigos e experientes, e esperavam grandes resultados. Logo após sua chegada à Africa, o vendedor escreveu para a companhia dizendo :

- É melhor vocês me chamarem de volta. Aqui ninguém usa sapatos.

Foi chamado de volta.

A companhia decidiu então enviar um outro vendedor que não possuía muita experiência, mas era dotado de grande entusiasmo. A companhia achava que ele seria capaz de vender alguns pares de sapatos.

Pouco depois de sua chegada ele enviou um telegrama urgente para a firma dizendo :

- Por favor, enviem todos os sapatos disponíveis. Aqui ninguém usa sapatos!

Nó górdio

Há centenas de anos existia o pequeno reinado asiático de Frígia.

O seu único motivo de fama residia numa carroça especial estacionada em um dos pátios. A carroça estava presa a uma canga por um espantoso nó, chamado de nó górdio.

Diziam as profecias que quem o desfizesse conquistaria o mundo. Mas, durante mais de 100 anos, o nó górdio desafiara todos os esforços de inteligentes reis e guerreiros.

Alexandre, o jovem Rei da Macedônia, viajou até Frígia para experimentá-lo.

No dia designado, o pátio encheu-se de curiosos. Todos haviam falhado, pensavam, e dessa forma, com que novo método poderia Alexandre ter êxito ?

Sacando da espada, Alexandre cortou, sem dificuldade, o nó em dois.

Há uma estória antiga de um caldeireiro que foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não estava funcionando bem.

Após escutar a descrição feita pelo engenheiro quanto aos problemas, e de haver feito umas poucas perguntas, dirigiu-se à sala de máquinas.

Olhou para o labirinto de tubos retorcidos, escutou o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava, durante alguns instantes; com as mãos apalpou alguns dos tubos.

Depois, cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo com o qual bateu apenas uma vez numa válvula vermelha brilhante.

Imediamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa.

Quando o dono do navio recebeu uma conta de $1000 queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante quinze minutos e pediu uma conta pormenorizada.

Eis o que o caldeireiro lhe enviou:

Conserto com o martelo......$0,50
Saber onde martelar......$ 999,50
--------------------------------------------
.......................................$1000,00

Bibliografia:
Sapos em Príncipes
Bandler,Richard
Grinder, John
Summus Editorial
7a Edição
Pág. 13 e 14

A Arte de Deus

Um homem havia pintado um lindo quadro. No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve caloroso aplauso.

Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:

- Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la?

- É assim mesmo - respondeu o pintor - Esta é a porta do coração humano. Só se abre do lado de dentro.

(Autor desconhecido)

Hospital do Senhor

Fui ao Hospital do Senhor fazer um "check-up" de rotina e constatei que estava doente. Quando Jesus mediu minha pressão, verificou que estava baixa de ternura.

Ao tirar a temperatura, o termômetro registrou 40 graus de egoísmo. Fiz um eletrocardiograma e foi diagnosticado que necessitava de uma ponte de amor, pois, minha veia estava bloqueada e não estava abastecendo meu coração vazio.

Passei pela ortopedia, pois, estava com dificuldade de andar lado a lado com meu irmão e não conseguia abraçá-lo por Ter fraturado o braço ao tropeçar na minha vaidade.

Constatou-se miopia, pois não conseguia enxergar além das aparências. Queixei-me de não poder ouvi-lo e diagnosticou bloqueio em decorrência das palavras vazias do dia a dia.

Obrigado Senhor, por não Ter me cobrado a consulta, pela sua grande misericórdia. Prometo, ao sair daqui, somente usar remédios naturais que me indicou e que estão no receituário de seu evangelho.

Vou tomar, diariamente, ao me levantar, chá de AGRADECIMENTO; ao chegar ao trabalho, beber uma colher de sopa de BOM DIA e, de hora em hora, um comprimido de PACIÊNCIA, com um copo de HUMILDADE.

Ao chegar em casa, Senhor, vou tomar, diariamente, uma injeção de AMOR e ao me deitar, duas capsulas de CONSCIÊNCIA TRANQUILA.

Agindo assim, tenho certeza de que não ficarei mais doente e todos os dias serão de confraternização e solidariedade.

Prometo prolongar esse tratamento preventivo por toda a minha vida, para que, quando me chamar, seja por morte natural.

Obrigado, Senhor, e perdoe-me por Ter tomado o seu tempo.

Do seu eterno cliente.

(Autor desconhecido)

A importância do Perdão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa.

Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pois mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

(Autor desconhecido)

Certa noite no mar, o capitão de um navio achou que estava vendo luzes de outra embarcação que vinha em sua direção. Pediu a um de seus homens que sinalizasse para o outro navio.

"Mude sua rota para 10 graus sul."

A resposta veio: "Mude sua rota para 10 graus norte."

O Capitão do navio respondeu : "Sou o capitão. Mude sua rota para o sul."

Outra resposta: "Bem, sou marinheiro de segunda classe. Mude sua rota para o norte."

O Capitão agora estava irritado. "Eu disse para mudar sua rota para o sul. Este é um navio de combate da Marinha do Estados Unidos !"

E a resposta veio: "E eu digo - mude sua rota para o norte. Este é um farol terrestre."

Bibliografia:
Qualidade começa em mim
Chung, Tom
Editora maltese
São Paulo
1994
pág. 245

Um casal de idosos comemora suas Bodas de Ouro após longos anos de matrimônio.

Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou:

- Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura.

Ela espalhou manteiga na parte de cima do pão e deu ao marido a outra metade.

Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse:

- Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que deverias tê-la, já que tanto a aprecias.

Bibliografia:
O Mercador e o Papagaio
Peseschkian, Nossrat
Papirus Editora

O Segredo do Poder sobre os Estados de Espírito

Um rei muito poderoso percebeu que lhe faltava o poder sobre todos os poderes: o Poder sobre seus Estados de Espírito. Convocou uma reunião com seus ministros e ordenou-lhes que resolvessem o problema.

Um deles disse:
- Ouvi falar que há, em algum lugar do reino, uma Mulher, conhecida como A Sabedoria, que possui um anel dentro do qual há uma mensagem, que é o segredo do Poder sobre os Estados de Espírito.

- Pois eu lhe ordeno que encontre este anel e traga-o para mim !

O ministro partiu e depois de muito procurar encontrou-se frente a frente com a Sabedoria.

Disse:
- Soube da existência de um anel que contêm a sabedoria em forma de uma mensagem que dá a quem a possui o poder sobre os Estados de Espírito. E meu rei quer possuir tal poder.

Diz a Mulher:
- O anel existe e eu o possuo. Presenteio ao seu rei com o anel, com uma condição: que só o abra e leia a mensagem poderosa depois de ter esgotado todos os seus recursos, quando já não tenha o que fazer por já ter feito tudo o que sabe e pode.

O assessor levou o anel para o rei que ficou muito satisfeito e o recompensou regiamente.

O rei colocou o anel e aguardou o momento de abrí-lo e conhecer o SEGREDO DO PODER SOBRE OS ESTADOS DE ESPÍRITOS.

Algum tempo depois o rei ficou muito IRRITADO com seus vizinhos, que invadiram seu reino. Pensou em abrir o anel.

- Não. Posso lutar.

Perdeu a luta e sentiu muita TRISTEZA.

Pensou em abrir o anel.

- Não. Posso recuperar o que perdi.

Os invasores chegaram ao castelo para matá-lo e sentiu muito MEDO.

- Abro o anel agora? Não, posso fugir.

Fugiu e foi perseguido. Ao chegar ao penhasco, vendo que leões o aguardavam caso saltasse, com o exército inimigo em seus calcanhares, ATERRORIZADO, pensou: "Já não há o que fazer, meus recursos se esgotaram. Esta é a hora!"

Abriu o anel e nele estava escrito:

ISTO PASSARÁ!

Reconfortado, encontrou um lugar para esconder-se e sobreviveu. Sobreviveu e voltou. Reconquistou seu castelo e seu reino. Sentia-se muito ALEGRE. Ficou tentado a abrir de novo o anel, mas pensou: "Vou dar uma festa para estravasar tanta alegria".

Durante a festa ficou sabendo que seus exércitos haviam tomado o reino inimigo. Seu coração disparou a ponto dele pensar que iria ter um ataque cardíaco, de tão FELIZ. Sentindo-se morrer de felicidade, sem saber mais o que fazer, abriu de novo o anel.

E no anel estava escrito:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ!

Bibliografia:

É TEMPO DE MUDANÇA
Guilhermino, Clô
Editora Gaia
São Paulo
1996
pág. 37 e 38

Comande o Seu Destino

Em certa ocasião, perguntei ao comandante de um navio qual era o recurso ou instrumento mais importante do qual se valia para manter seu curso em alto mar. A posição do Sol e das estrelas, a bússola, ou um GPS, aparelho que utiliza os satélites para determinar a posição exata em que se encontra. Sua resposta foi muito diferente da que eu imaginara. Todos os recursos existentes são importantes, disse ele, mas não garante que o navio chegue ao seu destino. O que determina, então, uma viagem segura para seu objetivo?

O comandante ponderou que as variações nas ocorrências diárias da vida no mar constituem-se grandes problemas na navegação. As tempestades podem, subitamente, se desencadear e obrigar o navio a lutar pelo seu privilégio de navegar na direção certa. O nevoeiro espesso do mar pode retardar a marcha e desviar o navio da rota. Pode haver pane nos instrumentos e recursos disponíveis. O vento forte e outras tantas condições que estão em constante mutação são mais ou menos inesperadas, mas, que devem ser antecipadas, devendo o comandante estar sempre preparado para enfrenta-las.

O comandante deve esperar mudanças nas condições e saber tirar vantagens. Deve saber que o nevoeiro não é eterno. Os ventos podem ajuda-los a sair da tempestade. Deve saber como se proteger e ao seu navio e como cooperar com as manifestações da natureza para manter viagem. Sem o conhecimento de como a natureza se manifesta, a compreensão profunda das Leis Naturais, ele estaria incapacitado para manter o curso e salvar seu navio. “Devo espera que o pior aconteça, ser capaz de compreender e interpretar tudo que aconteça e preparar-me para todas as situações”, disse o comandante. Pude perceber o quão versado no conhecimento das Leis Naturais deva ser um comandante e sua tripulação, para garantir uma viagem segura.

Fiz, imediatamente, uma analogia com os seres humanos que somos, comandantes de nosso próprio navio, e que estamos tentando seguir o curso da vida em direção a uma definida meta ou porto, onde esperamos realizar a plenitude de nossa viagem. Nem todos temos uma meta ou um porto definido em mente o qual rumamos. Aqueles que estão passando pela vida sem ter qualquer porto como objetivo não precisam entender esta analogia porque têm muitas outras lições a aprender antes. Para sermos comandante de um navio precisamos primeiro traçar uma carta e determinar um porto como ponto de chegada de nossa viagem.`

Para a maioria, todavia, o mar da vida é como a vastidão do oceano. A meta estabelecida não é mais visível do que o porto distante na costa. Não são as tempestades, o nevoeiro e as demais condições mutantes do oceano mais, desencorajadoras e cheia de problemas sérios, do que as tribulações de nossa jornada pela vida. Qual o preparo que tem a média das pessoas para manter seu curso tão positivo, tão definido, e tão seguramente, como faz o comandante bem preparado, para levar seu navio a salvo ao porto distante?

Precisamos ter capacidade de antecipar e enfrentar as emergências da vida e manter nosso navio, firmemente no curso certo para vencer tempestades, compreender e desenvolver, mais e mais, as potencialidades interiores, aperfeiçoando-nos como seres humanos com dotes especiais. A maioria daqueles que tem uma meta na vida, muitas vezes, não sabe com desviar de uma súbita tribulação, ou como sair das trevas que os envolveram, exatamente, como as tempestades e o nevoeiro para aquele comandante do navio.

É preciso que tenhamos conhecimento das leis da natureza e dos mistérios do universo. É preciso desenvolver dons e faculdades interiores, ainda, não disponíveis nas escolas de formação, em sua grande parte preocupadas apenas com o desenvolvimento do intelecto ou das habilidades exteriores do ser humano, ou seja, apenas preocupados com a leitura dos instrumentos. É preciso que saibamos interpretar, compreender e aceitar cada acontecimento da vida, com serenidade, confiança e capacidade de analisar as condições de uma maneira construtiva. É preciso que saibamos discernir, das coisas que nos cercam, as que são crenças supersticiosas e ignorantes e que devem ser deixadas de lado, das ocorrências que merecem crédito.

A compreensão que o indivíduo tem da vida e seus problemas e o preparo que possui para enfrentar emergências, encorajam-no e permitem que ele conduza o seu navio corretamente. Esta luz de iluminação dota-o de calma e equilíbrio, de segurança e paz que ultrapassam toda a compreensão. Esta capacidade torna o ser humano capaz de alcançar maior sucesso e felicidade na vida. Saber como vencer os problemas da vida e adaptar-se às situações que poderiam, de outro modo, torna-los perturbados, desencorajados e incapazes de controlar a sua caminhada com segurança e sucesso.

Utilizando o recurso da alegoria, este texto explica o significado d'O Domínio da Vida. Um dos grandes benefícios da Filosofia Rosacruz é justamente seu caráter eclético e ecumênico. Os ensinamentos aqui contidos são interessantes para estudantes rosacruzes ou para qualquer pessoa que esteja precisando de inspiração em determinado momento da vida, portanto, uma forma excelente de servir ao próximo. Este material foi desenvolvido para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz. Para mais informações sobre este texto entre em contato com : marketing@amorc.org.br .

As Três Peneiras de Sócrates

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

- Espera - disse o sábio. Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

- Três peneiras? Que queres dizer?

- Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não? Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

- Útil? Na verdade, não.

- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do Céu passavam cenas de minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era o meu, e o outro, do Senhor.

Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos da minha vida. Isso aborreceu-me deveras, e então perguntei ao Senhor:

- "Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho."

O Senhor me respondeu:

- "Meu querido filho. Jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando vistes na areia, só um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que EU TE CARREGUEI EM MEUS BRAÇOS.

(Autor desconhecido)

Um grupo de homens anda pelo campo. Um deles pensa que vê uma cobra. No seu pavor, rouba a bengala do companheiro para matá-la. Mas, ao esclarecer-se sua visão, compreende que, afinal de contas, não era uma cobra, mas apenas um pedaço de corda. Não rouba mais, pois não precisa de bengala.

No momento em que se identifica como falsas as falsas aparências, percebe-se que, a falsa interpretação produz a falsa necessidade, que, por sua vez, produz o falso comportamento.

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui! Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho, tudo depende da maneira de dizer.

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

Uma velha lenda hindu nos conta que houve um tempo em que todos os homens na Terra eram deuses, mas que eles pecaram e abusaram tanto do Divino, que Brahma, o deus dos deuses, decidiu que a "cabeça de deus" seria tirada dos homens e escondida em algum lugar onde eles jamais pudessem encontrá-la e abusar dela.

Um dos deuses disse: "Vamos enterrá-la bem fundo no chão."

Brahma disse: "Não, o homem vai cavar a terra e encontrá-la."

Outro deus então disse: "Vamos colocá-la no mais fundo oceano."

Brahma disse: "Não, o homem aprenderá a mergulhar e poderá encontrá-la algum dia."

Um terceiro deus sugeriu: "Porque não a escondemos na mais alta montanha ?"

Brahma disse: "Não, o homem pode escalar a mais alta montanha. Tenho um lugar melhor. Vamos escondê-la no próprio homem. É um lugar onde ele jamais pensará procurá-la."

Todo o conhecimento já está no interior do homem, que necessita reconhecê-lo e usá-lo para o bem comum.

O que é uma metáfora ?

Sempre que explicamos ou comunicamos um conceito pela comparação com outra coisa, estamos usando uma metáfora. As duas coisas podem ter pouca semelhança concreta entre si, mas nossa familiaridade com uma permite adquirir uma compreensão da outra. As metáforas são símbolos, e como tais podem criar intensidade emocional ainda mais depressa, e de forma mais completa, do que as palavras tradicionais que usamos. As metáforas podem nos transformar instantaneamente.

Um dos meios primários de aprendizado é através das metáforas. Apreender é o processo de fazer novas associações na mente, criar novos significados, e as metáforas são idealmente apropriadas para isso. Quando não compreendemos algo, uma metáfora proporciona um meio de perceber como o que não compreendemos é parecido com algo que compreendemos. A metáfora ajuda-nos a vincular um relacionamento. Se X é como Y, e compreendemos X, subitamente compreendemos Y.

As metáforas vão desde simples comparações ou similaridades até histórias mais longas, alegorias e parábolas.

A maioria das pessoas adora ouvir histórias. Contar um caso ou uma história faz o tema se tornar ainda mais interessante e significativo, permitindo também uma maior fixação de um conceito.

Ao contar uma história, caso, conto, vivência, mito, exemplo, alegoria, parábola, promove-se na mente do sujeito um contato com experiências que vão muito além do que foi dito.

As metáforas irão funcionar para cada pessoa de uma forma diferente, e isso lhes dá um grande poder.

Metáforas simples fazem simples comparações : branco como leite, ela brilha como as estrelas.

Metáforas complexas são histórias com muitos níveis de significado.

Todos os grandes mestres - Jesus Cristo, Buda, Maomé, Confúcio, Lao-tsé, entre outros - usaram metáforas para transmitir suas mensagens ao homem comum. Independente de crença religiosa, a maioria concorda que Jesus Cristo foi um mestre extraordinário, cuja mensagem de amor perdurou, não apenas por causa do que Ele disse, mas também pela maneira como disse.

Ele procurou os pescadores, e lhes disse que queria que se tornassem "pescadores de homens". No instante em que Jesus usou esta metáfora, eles compreenderam o que precisavam fazer. Essa metáfora lhes proporcionou um processo por analogia, passo a passo, sobre o modo de atrair outros para a fé. Ao apresentar suas parábolas, Jesus transmitiu idéias complexas em imagens simples, que transformavam qualquer um que absorvesse a mensagem no coração. Mas na verdade Jesus não apenas foi um mestre como contador de histórias, mas também usou toda a sua vida como uma metáfora para ilustrar a força do amor de Deus.

Uma metáfora é composta de mensagens conscientes (ou superficiais) e insconscientes (ou profundas). Isto quer dizer que ao ouvir uma metáfora, uma parte de nós, o nossa mente consciente, estará ocupada em interpretar o conteúdo superficial, e para isso usará processos lógicos, racionais. Já outra parte, nossa mente inconsciente, que trata a informação de maneira mais holística, intuitiva, estará recebendo uma mensagem que nos mobilizará num nível muito mais profundo, uma mensagem que nos "toca o coração", ou nos dá "uma luz", e amplia nossa compreensão.

As fábulas e contos infantis são construídos segundo estes princípios e causam fascínio nas crianças e também nos adultos pelo poder que têm de chegar a mente insconsciente.

Contos de fadas são metáforas. A frase "Era uma vez ..." localiza essas metáforas num tempo interior. Embora possam não ser útil na vida real, a informação que vem a seguir é processada pela mente inconsciente.

Contar histórias é uma arte muito antiga. As histórias entretém, transmitem conhecimento, expressam verdades, indicam possibilidades que estão além das maneiras habituais de agir.

Bibliografia :

Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
1993

Artigo sobre Metafóras
Penteado, Nelly Beatriz M. P.
Jornal Tribuna de Indaiá

Introdução à Programação Neurolinguística
O'Connor, Joseph e
Seymor, John
Summus Editorial
1995

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